O chefe da McLaren, Andrea Stella, afirmou que sua equipe precisará se desenvolver mais rapidamente do que os concorrentes, para ter chances reais em uma disputa que promete envolver ao menos quatro times na temporada 2026 da Fórmula 1. Após a primeira semana de testes em Barcelona, o dirigente destacou que a evolução do carro e a capacidade de extrair o máximo do pacote técnico serão decisivas.
Durante os testes no Circuito de Barcelona-Catalunha, McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull Racing completaram uma grande quilometragem, focando principalmente em confiabilidade. Em termos de desempenho, Ferrari e Mercedes se destacaram inicialmente, com Lewis Hamilton marcando o melhor tempo não oficial da semana, seguido de perto por George Russell.
Stella reconheceu que os principais concorrentes começaram bem o novo ciclo: “Está claro que há pelo menos três concorrentes, Mercedes, Ferrari e Red Bull, que tiveram um bom início. Em particular, a Mercedes definitivamente elevou o nível, e teremos que trabalhar duro para fazer o mesmo”, afirmou.
O italiano também chamou atenção para o fato de que esses três times utilizam unidades de potência diferentes, o que pode indicar um cenário mais equilibrado: “O fato de as três equipes que mencionei estarem utilizando três unidades de potência diferentes, é um primeiro indício de que talvez não existam diferenças extremamente marcantes em termos de desempenho absoluto, pelo menos no que diz respeito a alguns fornecedores de unidade de potência”.

Segundo Stella, nesse contexto, outros fatores ganham ainda mais peso: “Mais do que nunca, este ano, será a capacidade das equipes e dos pilotos de explorar o pacote que têm à disposição, assim como a habilidade de desenvolver o carro na direção certa, que fará a diferença”, disse ele.
O chefe da McLaren também alertou que o cenário visto no início do campeonato dificilmente será mantido até o fim: “De qualquer forma, o que vemos na primeira parte da temporada em termos de equilíbrio de forças quase certamente não será o mesmo que veremos na segunda parte”, acrescentou.
Para Stella, isso se deve ao impacto significativo do desenvolvimento em uma fase inicial de um novo regulamento: “É precisamente porque os efeitos do desenvolvimento do carro em uma fase inicial, como a que estamos vivendo agora, podem ser muito significativos”, concluiu o chefe da McLaren.
