O ex-chefe da Haas na Fórmula 1, Guenther Steiner, comentou a gestão da Mercedes e afirmou que Toto Wolff pode estar motivado por uma espécie de “vingança” ao apostar em Kimi Antonelli como promessa da equipe. Segundo Steiner, Wolff trata seus pilotos de forma igual na atual disputa interna entre Antonelli e George Russell:
“Eu acho que ele não precisa fazer muita gestão com o George”, disse ao podcast Drive to Wynn. “George tem autonomia própria. Acho que o Toto está tratando os dois igualmente. Ele é muito justo com eles, porque o George subiu nas categorias de base da Mercedes, e o Kimi também subiu nas categorias de base da Mercedes.”

Antonelli foi promovido à Fórmula 1 em 2025 após anos de desenvolvimento dentro da própria equipe, desde o kart. A estreia foi irregular, mas o piloto evoluiu rapidamente e começou a temporada atual em grande fase, com duas vitórias nas três primeiras corridas e a liderança do campeonato. A situação também reacende comparações com o passado da Mercedes, que tentou contratar Max Verstappen, mas viu o holandês optar pela Red Bull em 2015.
Para Steiner, essa história influencia a decisão de Wolff. “Com o Kimi, o Toto ainda lembra da época em que não conseguiu o Verstappen, e isso agora é uma pequena vingança para ele: ‘Eu consegui a próxima superestrela’”, disse. Apesar disso, ele negou favoritismo. “O Toto está acima disso, de favorecer um ou outro. Para ele, o mais importante é que a equipe vença. Ele está lá pela Mercedes e pelo Toto.”
