Ex-chefe da Haas coloca heptacampeão em patamar inferior e condiciona 2026 ao desempenho da Ferrari
Guenther Steiner não poupou palavras ao analisar a primeira temporada de Lewis Hamilton com a Ferrari. Durante participação no podcast Red Flags, o dirigente classificou 2025 como um ano abaixo do esperado para um heptacampeão mundial e deixou claro que, para ele, faltaram resultados que justificassem o histórico do britânico.
“Ele cai do nível A. Coloco em um B sólido. Eliminado no Q1 o tempo todo. Se Fernando Alonso consegue fazer isso com uma Aston Martin, não há desculpa”, afirmou Steiner.
Na avaliação do ex-chefe da Haas, Hamilton acabou sendo colocado no mesmo patamar de pilotos como Pierre Gasly, Oliver Bearman, Alonso e Nico Hülkenberg — algo que, por si só, já evidencia o peso da crítica. Para Steiner, a temporada foi marcada por desempenhos irregulares, especialmente em classificações, e por uma incapacidade de extrair mais do pacote disponível.
Ao projetar 2026, o tom segue igualmente pragmático. “Se o carro for bom, ele vai reencontrar a motivação. Se o carro não for bom, acho que isso pode significar o fim do ano — o fim da temporada”, disse Steiner, sugerindo que o próximo regulamento pode ser decisivo para o futuro competitivo de Hamilton.

O contexto ajuda a explicar as críticas. Em 2025, as trocas de rádio entre Hamilton e o engenheiro Riccardo Adami se tornaram recorrentes e expuseram uma relação ainda distante de sintonia ideal. A falta de química no box foi interpretada no paddock como um fator adicional de desgaste ao longo do ano.
Ralf Schumacher, por exemplo, já havia classificado algumas decisões iniciais da Ferrari para 2026 como prejudiciais ao britânico, sugerindo até — em tom de brincadeira — que piloto e engenheiro precisariam passar mais tempo juntos fora da pista para alinhar expectativas antes da nova era.
A leitura de Steiner, no entanto, é objetiva e sem margem para atenuantes: 2025 ficou aquém do que se espera de um heptacampeão, e 2026 será o verdadeiro divisor de águas. Se a Ferrari entregar um carro competitivo, Hamilton ainda pode responder. Caso contrário, a crítica implícita é clara: o tempo não joga a favor.
