Guenther Steiner criticou a demora dos comissários da Fórmula 1 em analisar incidentes após o GP de Miami. O ex-chefe de equipe afirmou que o processo precisa ser mais ágil e defendeu a criação de um limite de tempo para a definição das punições.
Depois da corrida em Miami, várias investigações ainda estavam em andamento, incluindo casos envolvendo George Russell, Max Verstappen e Charles Leclerc. Verstappen acabou recebendo uma punição de cinco segundos, sem impacto em seu resultado final, enquanto Leclerc levou um drive-through convertido em 20 segundos, caindo para a oitava posição.
Steiner afirmou que os comissários deveriam focar exclusivamente nas análises durante a corrida. “Precisamos decidir isso depois da corrida, mas acho que precisa existir um limite de tempo. Se você não sabe, então não dê punição”, afirmou no podcast The Red Flag Podcast.

O italiano também questionou a atuação dos oficiais ao longo da prova. “O que eles estão fazendo durante a corrida? Porque acho que os comissários não estão lá para assistir à corrida. Eles estão lá para tomar decisões sobre coisas que deram errado”, destacou. “Eles deveriam parar para analisar a situação, processar o que aconteceu, tomar uma decisão e seguir em frente, não ficar assistindo.”
Para Steiner, alguns casos são simples de serem julgados, como o incidente envolvendo Verstappen. “A equipe ainda tem a chance de protestar depois. Mas, no fim, você ultrapassou a linha branca ou não. Não é como um incidente entre Gasly e Lawson. É algo objetivo. Antes, depois ou em três dias, será a mesma imagem”, concluiu.
