O GP do Japão do ano passado, o qual consagrou Max Verstappen bicampeão, foi um dos mais confusos da história da Fórmula 1. Bem, isso se deve ao fato do sistema de pontuação aplicado na corrida.
Vale lembrar que após o episódio na Bélgica de 2021 – uma “corrida” com apenas três voltas atrás do safety car – foi definido que em caso de uma etapa ser encerrada com bandeira vermelha, os pontos serão de acordo com a duração da prova.
Com 25%, apenas os cinco primeiros pontuam e o vencedor leva seis pontos, 50%, o ganhador leva 13 pontos, e 75%, o piloto que receber a bandeira quadriculada primeiro recebe 19 pontos, sendo que nos últimos dois casos somente os nove primeiros pontuam.
A prova no Japão não encerrou em bandeira vermelha, ou seja, pela regra a bonificação permaneceu normalmente, o primeiro colocado garantiu os 25 pontos. Porém, a confusão se deve ao fato de que a etapa teve cerca de 52% da duração prevista.
A matemática dos times não batia com a do sistema da FIA. Dessa forma, Verstappen foi avisado na entrevista pós-corrida que havia sido campeão. O resultado veio após Leclerc receber uma punição e cair para terceiro colocado, sendo assim, sem chances de alcançar o holandês na disputa pelo título.
Em reunião realizada na terça-feira (21), a FIA e a Fórmula 1 garantiram que novas regras estipulam que “corridas mais curtas têm pontos reduzidos mesmo que não terminem com uma corrida suspensa”. A nova medida ainda não é definitiva, pois o Conselho Mundial de Automobilismo precisa aprovar a mudança no regulamento.
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