Por conta dos novos regulamentos, a pré-temporada da Fórmula 1 para 2026 começa cercada de estratégia nos bastidores. Em meio a um rígido controle de informações, as equipes evitam revelar até mesmo o dia em que colocarão seus carros na pista durante os testes coletivos da próxima semana, em Barcelona.
O período de atividades terá duração de cinco dias, mas cada equipe poderá utilizar apenas três. Red Bull, Racing Bulls e Alpine serão as primeiras a acelerar, já na próxima segunda-feira (26). Outras, como a McLaren, sugerem que estarão na pista somente no terceiro dia. E ainda há aquelas que adotaram a seguinte filosofia: “O dia em que colocarmos um carro na pista será nosso primeiro dia…”
O cuidado excessivo tem razões e uma delas é ajudar, involuntariamente, os concorrentes a encontrar melhores condições de pista. Se uma equipe anuncia que começará na segunda-feira, outra pode simplesmente optar por esperar. Além disso, todos os detalhes técnicos estarão sendo observados e nenhum time quer entregar “o pote de ouro” antes da hora.

Mas nem tudo é questão de estratégia. A demora para entrar na pista pode indicar problemas. A Williams, por exemplo, já afirmou que não participará de nenhum dos cinco dias em Barcelona, levando o FW48 apenas para os testes de pré-temporada no Bahrein. Oficialmente, a equipe comandada por James Vowles afirmou que atrasos no desenvolvimento do carro levaram à decisão.
Rumores indicam que o monoposto desenvolvido para a temporada 2026 e que será guiado por Carlos Sainz e Alexander Albon não passou nos testes de segurança estabelecidos pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Porém, segundo o site The Race, essa parte já está resolvida e o atual problema seria no monocoque ou na suspensão.
Até o momento, apenas a Williams acendeu o alerta dos fãs e especialistas. Contudo, existem vários relatos de problemas de unidade de potência, principalmente com a Audi, que faz sua estreia oficial em 2026.
