F1: Shovlin reconhece erros de abordagem da Mercedes depois de 2022

A Mercedes reconheceu que adotou uma abordagem excessivamente complexa durante sua fase recente de dificuldades na Fórmula 1, especialmente após a mudança de regulamento em 2022. A avaliação foi feita por Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da equipe de Brackley, ao comentar o desempenho abaixo do esperado na era dos carros de efeito solo.

Com a introdução das novas regras técnicas, a Mercedes perdeu espaço no grid, enquanto a Red Bull Racing assumiu o papel de principal força da categoria. Após anos conquistando campeonatos, a equipe alemã passou a enfrentar problemas para encontrar competitividade consistente.

Shovlin descartou a ideia de que a Mercedes tenha sido ‘ousada demais’ ao tentar recuperar desempenho, mas admitiu que uma abordagem mais simples poderia ter trazido resultados melhores em um primeiro momento: “É difícil dizer ousada demais, porque quando vencemos campeonatos nunca foi copiando ninguém. Sempre foi inovando, e se você critica essa cultura de inovação e ambição, acaba com uma equipe sólida, mas que dificilmente vence campeonatos”, afirmou.

Ainda assim, o dirigente reconheceu que algumas decisões poderiam ter sido diferentes: “Houve coisas que poderíamos ter feito mais cedo, certas linhas de desenvolvimento nas quais poderíamos ter entrado mais rapidamente”. Segundo ele, a equipe acabou se tornando excessivamente analítica: “Talvez estivéssemos pensando demais, e uma abordagem experimental mais simples teria nos dado mais progresso no início desse regulamento”, disse ele.

George Russell (GBR) Mercedes AMG F1 W16.
Foto: XPB Images

Nas últimas quatro temporadas, a Mercedes enfrentou dificuldades para evoluir o carro de forma eficaz. Apesar de conquistar algumas vitórias isoladas, a equipe nunca chegou a se consolidar como candidata real ao título, situação que espera reverter com a nova fase do regulamento a partir de 2026.

Shovlin destacou que o desenvolvimento de um carro envolve múltiplos projetos, todos com riscos associados: “Quando você desenvolve um carro, há muitos projetos envolvidos, e cada um tem um risco de falhar. Se o risco acumulado de falha for muito alto, provavelmente não vai funcionar bem. É preciso ter ambição”, acrescentou.

Para ele, o desafio está no equilíbrio entre ousadia e execução: “Há áreas em que você precisa ser pioneiro se quiser vencer. Mas tudo precisa ser balanceado e feito de forma eficaz. Projetos ambiciosos precisam ser entregues, caso contrário, são fracassos”, finalizou o diretor da Mercedes.



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