F1: Sainz diz que mudança de regulamento evidencia diferentes níveis do grid

Carlos Sainz fez uma avaliação sobre a introdução do novo regulamento da Fórmula 1. O espanhol apontou que a chegada das novas regras apenas evidenciou a grande diferença entre as equipes da ponta e as do pelotão intermediário.

Para este ano, a categoria trouxe um novo pacote aerodinâmico, além de um motor renovado e novos modos de corrida como o botão boost, o modo reta e outros artifícios para ajudar nas ultrapassagens durante as provas.

Portanto, em 2025, muitas equipes optaram por interromper o desenvolvimento do carro para pensar já em 2026. Mas com exceção da Red Bull, os times do topo da classificação permaneceram dominando, o que para o titular da Williams mostra os diferentes níveis da Fórmula 1. “Eu acho que não só nós, mas todas as equipes que não são as quatro principais neste ano perceberam o quão longe as equipes do pelotão intermediário estão das equipes de ponta”, disse ele.

“É preciso uma mudança de regulamento para perceber o processo do quão distante você está da organização das equipes de ponta e dos processos que elas têm. Porque o fato de uma equipe de ponta no ano passado, com menos horas de túnel de vento, com menos tempo, e ainda investindo mais no desenvolvimento para 2025, ter conseguido produzir carros um segundo mais rápidos do que qualquer carro do pelotão intermediário… para mim, isso apenas mostra que, se você quer saltar do meio do pelotão para ser uma equipe de ponta, o salto é muito maior do que qualquer um poderia imaginar”, seguiu.

F1: Sainz diz que mudança de regulamento evidencia diferentes níveis do grid
Foto: Williams

“Se você me perguntasse no ano passado, nesta mesma época do ano, que teríamos mais horas de túnel de vento, mais tempo para desenvolver, que não investiríamos no carro de 2025 e que apenas nos prepararíamos para 2026, você pensaria que estaríamos próximos das equipes de ponta. Mas a realidade é o oposto. Você está ainda mais distante. Esse novo regulamento, se mostrou alguma coisa, foi que todas as equipes do meio do pelotão têm muito trabalho a fazer se quiserem igualar as equipes de ponta”, continuou.

Perguntado se sentiu o benefício do tempo de testes adicional em comparação com times como Mercedes e Ferrari, apontou que “não, nesse aspecto não. Acho que, em termos aerodinâmicos, nosso carro tem um conceito um pouco diferente do das equipes de ponta. Com certeza queremos observar o que as equipes de ponta estão fazendo. No ano passado vimos que, mesmo sem mudança de regulamento, nossa equipe é capaz de produzir boa carga aerodinâmica.”

“Nosso carro no ano passado tinha uma carga aerodinâmica muito forte. Foi por isso que no Catar conseguimos subir ao pódio. O carro precisava ser bom em uma pista como o Catar para conquistar um pódio por mérito. Tenho certeza de que, assim que encontrarmos o caminho certo no desenvolvimento, a equipe será capaz de entregar boa carga aerodinâmica. Acho que, neste começo de temporada, entre o peso e a carga aerodinâmica, ainda não acertamos as coisas. Mas estou confiante de que, quando encontrarmos o caminho certo, conseguiremos começar a adicionar melhorias”, encerrou.



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