F1: Sainz diz que FIA ignorou alertas de segurança

O forte acidente de Oliver Bearman da Haas no GP do Japão de Fórmula 1, trouxe novamente discussões sobre a segurança na categoria. Carlos Sainz criticou duramente a FIA, afirmando que os alertas feitos pelos pilotos foram ignorados antes da batida de 50G em Suzuka.

Sainz, que também é diretor da associação de pilotos (GPDA), demonstrou preocupação com as diferenças de velocidade causadas pelas novas regras de gestão de energia. Segundo o piloto da Williams, esse tipo de acidente era previsível e poderia ter sido evitado caso as advertências tivessem sido consideradas.

O acidente ocorreu na volta 21, quando Bearman se aproximava rapidamente de Franco Colapinto na entrada da curva Spoon. Enquanto o piloto da Alpine recuperava energia, Bearman utilizava a bateria, criando uma grande diferença de velocidade entre os carros. O britânico desviou para a esquerda, destruiu placas de frenagem e atingiu o muro lateralmente.

Após sair do carro mancando e com dores na perna e no tornozelo direitos, Bearman foi encaminhado ao centro médico. Exames de raio-X descartaram fraturas, confirmando apenas contusões no joelho direito.

Desde a introdução dos carros dependentes de gestão de energia, vários pilotos já haviam levantado preocupações com esse tipo de situação. Após terminar a corrida apenas na 15ª posição, Sainz voltou a criticar a falta de ação da FIA diante dos alertas: “Espero que possamos encontrar algo melhor para Miami, porque o acidente que vimos hoje é exatamente sobre o que vínhamos alertando. Com essas diferenças de velocidade, esse tipo de acidente era inevitável. Não estou muito feliz com o que tivemos até agora”, disse ele à Sky Sports F1.

FIA logo
Foto: XPB Images

O piloto espanhol também questionou a decisão da FIA de focar mudanças sobre o assunto, apenas na sessão de classificação: “Fiquei muito surpreso quando disseram que resolveriam isso para a sessão de classificação e deixariam a corrida como estava, porque é emocionante. Como pilotos, fomos muito claros que o problema não é só na classificação, mas também nas corridas”.

Sainz ainda destacou o risco em circuitos com menos áreas de escape: “Tivemos sorte de haver uma área de escape ali. Imagine em Baku, Singapura ou Las Vegas, com essas diferenças de velocidade e batidas perto dos muros”, alertou. Ele também comparou o impacto com sua própria batida no GP da Rússia de 2015, de 46G: “Foi 50G. Imagine o tipo de acidente que poderia acontecer em Vegas ou Baku”, acrescentou.

Por fim, o espanhol espera que o episódio sirva de alerta. “Espero que isso sirva como exemplo e que escutem os pilotos, não apenas as equipes. Algumas pessoas disseram que a corrida foi boa, mas não foi”, concluiu o piloto da Williams.



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