F1: Sainz cobra FIA após acidente de Bearman

A Fórmula 1 pode passar por mudanças após o forte acidente envolvendo Oliver Bearman no GP do Japão. Carlos Sainz pediu que a FIA e as equipes escutem os pilotos antes de uma reunião que já está marcada para abril.

O espanhol, que também atua como diretor da GPDA (Associação de Pilotos de Grand Prix), defendeu que o feedback dos pilotos seja considerado para melhorar as disputas na pista. Segundo ele, a atual dinâmica das corridas pode gerar situações perigosas, especialmente com grandes diferenças de velocidade entre os carros.

Bearman sofreu um forte acidente no último domingo em Suzuka, após precisar desviar da Alpine de Franco Colapinto, que estava bem mais lenta devido à recuperação de energia, passando pela grama antes de atingir fortemente a barreira de proteção na curva Spoon. O acidente levantou preocupações entre os pilotos, que passaram a discutir a necessidade de ajustes nas regras atuais.

Sainz destacou que a visão das equipes nem sempre reflete o que acontece dentro do carro: “Esse é o problema quando você escuta apenas as equipes. Elas podem achar que as corridas estão boas porque estão se divertindo assistindo pela TV, mas do ponto de vista do piloto, quando você percebe que pode haver uma diferença de 50 km/h, isso não é corrida”, disse ele.

O espanhol também alertou para o risco de mais acidentes em situações como essa: “Não há nenhuma categoria no mundo com esse tipo de aproximação. É quando grandes acidentes podem acontecer, porque você é pego de surpresa, defende tarde, toca no carro da frente”, afirmou.

FIA logo
Foto: XPB Images

Uma primeira reunião para discutir o tema está marcada para o dia 09 de abril. Sainz espera que esse encontro resulte em medidas práticas já para as próximas corridas, com foco inicial no GP de Miami: “Espero que nos escutem e que se concentrem no feedback que damos, em vez de ouvir apenas as equipes. Que criem um plano para Miami que melhore a situação e também um plano para o futuro dessas regras”, acrescentou.

Sainz também reconheceu que mudanças imediatas podem ser limitadas, mas defendeu evolução gradual: “Mesmo que não seja possível melhorar tudo para Miami, dêem um grande passo lá e outro grande passo depois, talvez no próximo ano”, finalizou o piloto espanhol.



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