Carlos Sainz reconheceu que a Williams inicia a temporada 2026 da Fórmula 1 em desvantagem, e ainda apresenta falhas em áreas consideradas fundamentais para a construção de um carro competitivo.
Após um 2025 acima das expectativas, quando a equipe de Grove terminou o campeonato de construtores na quinta posição com 137 pontos, o novo ciclo técnico de regulamentos trouxe dificuldades. O espanhol, que conquistou dois pódios e um top 3 em corrida Sprint na última temporada, classificou a pré-temporada como ‘um período muito difícil’ para o time.
Em entrevista ao Mundo Deportivo, Sainz ponderou que ainda é cedo para estabelecer uma hierarquia clara: “Fazemos os mesmos cálculos, mas com um pouco mais de informação, e temos uma aproximação de onde estamos, mas a realidade é que até estarmos com os carros com tanques cheios na Austrália e todos forçarem o motor ao limite, não saberemos realmente onde estamos”, disse ele.
O piloto espanhol foi direto ao comparar o momento atual com o ano passado: “Sendo realista, e eu sempre gosto de ser realista nesse sentido, não estamos onde estávamos no ano passado”.
A Williams não conseguiu participar do shakedown coletivo em Barcelona no fim de janeiro, devido a atrasos e problemas de peso em seu carro, mas conseguiu recuperar parte do tempo durante os testes oficiais de pré-temporada no Bahrein, completando 748 voltas ao longo de seis dias. Ainda assim, rumores indicam que o FW48 estaria acima do peso mínimo regulamentar de 768 kg.

Mesmo com esse cenário, Sainz mantém confiança na capacidade de reação: “O carro é muito novo, ainda está verde, e vamos melhorá-lo em todos os aspectos. Como todos viram, foi um início de ano muito difícil para a equipe, mas isso não significa que a primeira corrida vá definir o tom da temporada inteira”, afirmou.
Ele acredita que o desenvolvimento será determinante ao longo do campeonato: “Vai ser uma temporada em que vamos evoluir muito o carro, tanto o próprio carro quanto os motores, e veremos em que nível estaremos no fim do ano. Gostaríamos de estar pelo menos onde terminamos no ano passado, ou até melhor”.
Ao analisar o impacto do novo regulamento, Sainz destacou que mudanças técnicas costumam beneficiar estruturas mais consolidadas: “Acho que todo o mundo da F1 esperava que a mudança de regulamento pudesse ajudar equipes que ainda não estavam no nível das principais a se aproximarem, mas historicamente, as equipes que já são bem estruturadas aproveitam essas mudanças para dar um grande passo à frente”, acrescentou.
Segundo o espanhol, a Williams ainda precisa corrigir pontos importantes no carro: “As equipes que ainda estão um pouco menos desenvolvidas acabam cometendo erros, coisas bobas, que são as que fazem você aprender como equipe o que ainda falta para ser um time de ponta, e é aí que estamos. Este ano percebemos que ainda falhamos em duas ou três coisas que são fundamentais para produzir um carro de Fórmula 1 de alto nível. Aprendemos com isso na pré-temporada e vamos aplicar daqui para frente”, completou.
