F1: Saída de Wheatley da Audi deixa Ecclestone surpreso

Jonathan Wheatley surpreendeu o mundo da Fórmula 1, ao anunciar na sexta-feira (20) sua saída da Audi, em uma decisão que alimenta ainda mais os rumores de sua possível ida para a Aston Martin. A saída ocorreu com efeito imediato, e Mattia Binotto, que lidera o projeto Audi desde julho de 2024, assume também o cargo de chefe da equipe.

Wheatley havia sido o primeiro chefe de equipe da Audi na F1, chegando oficialmente em abril de 2024, após ter sido diretor esportivo da Red Bull Racing. Sob sua liderança, Nico Hulkenberg conquistou o primeiro pódio da carreira (e da Sauber desde 2012), no GP da Inglaterra no ano passado.

A Audi, em comunicado oficial, afirmou que a decisão se deve a ‘razões pessoais’ e agradeceu a contribuição de Wheatley ao projeto. O comunicado destacou ainda que a equipe irá continuar sua trajetória para disputar títulos até 2030, com Mattia Binotto assumindo responsabilidades adicionais.

Jonathan Wheatley (GBR) Sauber Team Principal.
Foto: XPB Images

Essa notícia pegou de surpresa Bernie Ecclestone, ex-proprietário da F1, que afirmou ao Blick: “Isso é realmente impossível. Só faria sentido se ele não gostasse da Suíça e quisesse voltar para a Inglaterra”. Fontes indicam que o desejo de retornar ao Reino Unido foi um dos fatores da decisão de Wheatley, que estava satisfeito em seu cargo na Audi.

Ao mesmo tempo, Lawrence Stroll, prorietário da Aston Martin, reforçou a confiança em Adrian Newey, esclarecendo que o renomado engenheiro e projetista, continua como principal líder técnico da equipe, e por enquanto, como chefe de equipe: “Adrian é meu parceiro e um acionista importante. Fazemos as coisas de forma diferente aqui, e ele se concentra na liderança estratégica e técnica, apoiado por uma equipe altamente qualificada”, afirmou Stroll, em resposta às especulações sobre a possível chegada de Wheatley.