F1: Russell supera problemas e celebra P2 no grid na China

George Russell respirou aliviado após enfrentar dificuldades inesperadas com sua Mercedes durante a classificação do GP da China de Fórmula 1. Mesmo com uma sequência de problemas técnicos ao longo da sessão, o britânico conseguiu garantir a segunda posição no grid de largada.

O piloto da Mercedes vinha embalado após conquistar pole e vitória na abertura da temporada, no GP da Austrália, além de vencer a Sprint em Xangai. Porém, a classificação para o GP da China acabou sendo muito mais complicada do que o esperado para o britânico.

Os problemas começaram ainda no Q2, quando Russell precisou lidar com uma quebra da asa dianteira do carro. A situação já exigiu trabalho extra da equipe antes da fase decisiva da sessão.

As dificuldades continuaram no início do Q3. Durante a volta de saída para sua tentativa rápida, o carro do britânico simplesmente parou na pista.

Russell conseguiu colocar o carro novamente em movimento, mas enfrentou outro problema inesperado. O W17 ficou preso na terceira marcha enquanto ele tentava retornar aos boxes.

Apesar da situação complicada, a Mercedes conseguiu resolver o problema a tempo. Com isso, Russell voltou à pista para uma única tentativa no Q3, sendo o último piloto a registrar volta rápida na sessão.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team celebrates his pole position in Sprint qualifying parc ferme.
Foto: XPB Images

Mesmo com apenas uma volta válida, o britânico garantiu a segunda posição no grid de largada. Ele terminou a classificação apenas dois décimos atrás do companheiro de equipe Kimi Antonelli, que conquistou a pole e se tornou o piloto mais jovem da história da Fórmula 1 a largar na primeira posição.

Russell reconheceu que o resultado foi um verdadeiro exercício de contenção de danos. “Definitivamente foi um trabalho de limitar os prejuízos”, afirmou após a sessão.

O britânico explicou que a sequência de problemas tornou a situação extremamente complicada. “No Q2 a asa dianteira quebrou e eu ainda estava tentando entender o que tinha acontecido”, disse.

A situação piorou no início do Q3. “Saí para a volta e o carro simplesmente parou na pista. Ele não ligava novamente e eu não conseguia trocar de marcha”, relatou.

Russell também revelou que sua última tentativa foi feita em condições longe do ideal. “No começo da volta eu não tinha bateria, os pneus não estavam na temperatura certa, praticamente não tinha nada funcionando como deveria”, explicou.

Mesmo assim, o britânico destacou o trabalho da equipe para colocá-lo novamente na disputa pela pole. “A equipe fez um grande trabalho para nos colocar nessa posição. Poderia ter sido muito pior”, afirmou.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

Para a corrida, Russell terá um desafio imediato logo atrás no grid de largada. As duas Ferraris largarão logo atrás da dupla da Mercedes, com Lewis Hamilton à frente de Charles Leclerc.

O piloto britânico reconheceu que a largada será um momento crítico, especialmente pelo bom desempenho da Ferrari nesse aspecto. “Precisamos cuidar dos carros vermelhos”, disse.

Russell lembrou que as Ferraris foram muito rápidas nas largadas durante a Sprint. “Eles foram muito fortes na saída. Tenho certeza de que Lewis será perigoso no começo da corrida”, concluiu.

Mesmo diante desse cenário, o britânico afirmou que o objetivo será manter a corrida limpa e tentar lutar pela vitória diante dos fãs em Xangai.