George Russell se posicionou em defesa das novas regras da Fórmula 1 para 2026, após as duras críticas de Max Verstappen, que classificou as mudanças como ‘anti-corrida’ e comparou a F1 com uma ‘Fórmula E com esteroides’. As novas regulamentações incluem a remoção do MGU-H, a introdução de combustíveis totalmente sustentáveis e uma distribuição de potência 50-50 entre o motor de combustão interna e as baterias, aumentando a capacidade para 350kw, bem acima dos 120kw de 2025.
O piloto da Mercedes, explicou a parte política envolvida nas mudanças, citando a entrada da Audi na F1, além de Ford e Honda como parceiros técnicos ou fornecedores de unidades de potência: “Quando essas regulamentações foram implementadas, houve uma grande pressão sobre os carros elétricos da UE, e isso foi fundamental para a entrada da Audi”, comentou Russell, defendendo a sustentabilidade como parte essencial para o futuro da Fórmula 1.

Em defesa das novas regras, Russell apontou a dificuldade de agradar a todos os públicos, especialmente no que diz respeito à diferença entre os fãs tradicionais e os mais novos, conhecidos como ‘fãs da Netflix’: “Nós todos queremos os V10, os V8 e o barulho, mas eu acho que algumas pessoas nas arquibancadas gostam de poder conversar enquanto assistem à corrida”, disse ele, que também ‘alfinetou’ Verstappen com uma leve ironia: “Para um piloto que tem vencido bastante recentemente, você só quer o melhor carro e os carros mais divertidos para pilotar”, completou.
Russell finalizou destacando que, embora as novas regras não agradem a todos, a Fórmula 1 segue em um bom momento e continuará buscando o melhor equilíbrio entre velocidade, inovação e a experiência para os fãs.
