F1: Russell quer carros mais leves e retorno dos motores V8

A discussão sobre o futuro da Fórmula 1 já começou, mesmo com apenas quatro etapas disputadas sob o regulamento de 2026. E George Russell entrou no debate ao defender o retorno dos motores V8 e pedir carros mais leves para o próximo ciclo técnico da categoria.

Essas regras atuais ainda estão no início de sua trajetória, mas dirigentes e pilotos já analisam possíveis mudanças para 2031. Entre os temas mais debatidos está justamente a possibilidade de a Fórmula 1 abandonar as atuais unidades de potência para reviver os motores V8, ausentes da categoria desde 2013.

O assunto ganhou força durante o final de semana do GP de Miami, quando o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que ‘o V8 está voltando’, indicando que a mudança poderia acontecer até antes de 2031, mesmo sem aprovação unânime dos fabricantes de motores.

Na sequência, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, apoiou a ideia. O dirigente afirmou que a equipe estaria pronta para ‘voltar com um verdadeiro motor de corrida’. Já Laurent Mekies, chefe da Red Bull Racing, também demonstrou entusiasmo com a possibilidade, especialmente diante da nova parceria da Red Bull com a Ford para desenvolvimento de motores.

Nem todos, porém, compartilham do mesmo entusiasmo. O ex-piloto da categoria, Juan Pablo Montoya, criticou uma eventual volta dos V8, classificando aquela era da Fórmula 1 como ‘entediante’. Segundo ele, as corridas pareciam sessões curtas de testes, com poucas ultrapassagens e pouca ação na pista.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team.
Foto: XPB Images

Russell, que atualmente está vinte pontos atrás de seu companheiro de equipe Kimi Antonelli no campeonato, afirmou que gostaria de ver a categoria conciliando motores V8 com combustíveis sustentáveis: “Obviamente há muita coisa para discutir. Voltar aos V8 seria muito legal. O tema dos combustíveis sustentáveis é fantástico e acho que seria ótimo para a Fórmula 1”, afirmou.

O piloto da Mercedes também destacou a necessidade de reduzir o peso dos carros no futuro. Para Russell, modelos mais leves ajudam tanto na pilotagem quanto nas disputas roda a roda, mas ele alertou que a categoria não pode ser guiada apenas pela nostalgia dos chamados ‘anos dourados’.

“Precisamos encontrar formas de reduzir ainda mais o peso dos carros, porque isso teve impacto positivo nas corridas e na dirigibilidade, permitindo lutar mais próximos uns dos outros e ainda manter as ultrapassagens”, disse o britânico. “Quando olhamos para a Fórmula 1 de vinte anos atrás, muitos dizem que eram os melhores carros de todos os tempos. Concordo que talvez fossem os mais legais visualmente, mas quase não havia ultrapassagens. Isso é algo que precisamos lembrar ao pensar no próximo passo”, completou.