F1: Russell propõe uso de tecnologia para melhorar visibilidade em corridas na chuva

George Russell sugeriu uma solução inovadora para combater a crescente preocupação com a visibilidade dos pilotos em condições de pista molhada. O piloto da Mercedes e diretor da GPDA (Associação de Pilotos de Grande Prêmio) acredita que a Fórmula 1 deveria aproveitar a tecnologia disponível, como o ‘heads-up display’ (sistema que projeta informações como velocidade, giro do motor e dados do GPS diretamente no para-brisa do veículo), para ajudar os pilotos a lidar com a redução da visibilidade, especialmente em corridas sob chuva intensa.

Durante o domingo do GP da Bélgica, o início da prova foi adiado por mais de uma hora devido à chuva forte que afetou a visibilidade, mesmo após a precipitação cessar. Este problema tem se agravado desde a introdução dos carros com efeito solo, cujas asas empurram o ar para longe da traseira, fazendo o mesmo com a água acumulada na pista, formando um grande ‘spray’ atrás dos carros. Como resultado, a visibilidade dos pilotos diminui consideravelmente, tornando as decisões no momento do início de uma corrida molhada mais cautelosas.

George Russell (GBR) Mercedes AMG F1 in the post race FIA Press Conference.
Foto: XPB Images

Russell sugeriu que a Fórmula 1 poderia adotar tecnologias já disponíveis, como os displays usados em carros (de luxo) de rua, para exibir informações importantes ao piloto, especialmente sobre a posição do carro à frente: “Com toda a tecnologia que temos hoje, como GPS e displays no carro de rua, poderíamos ter um sistema que mostre visualmente no cockpit onde está o carro à frente, mesmo quando não conseguimos vê-lo fisicamente”, afirmou o britânico.

Ele comparou a situação com a experiência de dirigir na estrada com chuva forte, onde, ao desligar os limpadores, a visibilidade se reduz drasticamente: “A diferença é que estamos a 300 km/h, e não a 130 km/h”, comentou. Russell destacou que, embora a ideia seja promissora, ele confia que são os engenheiros e especialistas que devem encontrar a melhor solução para o problema, principalmente pelo fato que os carros de F1 não têm um para-brisa, onde são disponibilzadas as informações nesse sistema nos carros de rua.