George Russell acredita que as corridas da Fórmula 1 em 2026 terão um formato ‘intrigante’ devido às novas exigências de gestão de energia. Com a introdução de unidades de potência que terão 50% de sua saída de energia provenientes de baterias, a ênfase no gerenciamento de energia será maior do que nunca, exigindo que os pilotos tenham um controle preciso sobre a forma como armazenam e utilizam essa energia.
Em circuitos como Sakhir, no Bahrein, e Gilles Villeneuve, no Canadá, as zonas de frenagem mais intensas ajudarão os pilotos a conseguir mais energia. Porém, em pistas como Albert Park, na Austrália, e Jeddah, na Arábia Saudita, as longas retas combinadas com curvas rápidas irão dificultar essa tarefa. Isso significa que os pilotos terão que adaptar seus estilos de pilotagem de acordo com as características de cada circuito.

Russell, piloto da Mercedes, explicou que a maior diferença em relação ao período anterior de regulamentos, será a variabilidade no uso da energia, algo que poderá ser mais influente que os efeitos da turbulência aerodinâmica: “Acredito que veremos um tipo diferente de corrida, com pistas como Melbourne e Jeddah, onde as retas são longas, podendo proporcionar corridas bem intrigantes”, afirmou o piloto.
Para o britânico, as primeiras corridas da temporada de 2026 serão um campo fértil para descobrir os estilos de pilotagem mais eficazes, criando um cenário de competição tático que promete ser diferenciado.
