Britânico diz não se preocupar com possível interesse no holandês e reforça confiança em sua posição na equipe
Os rumores que circularam ao longo da primeira metade da temporada 2025 da Fórmula 1, ligando Max Verstappen a uma possível mudança para a Mercedes, não abalaram George Russell. O britânico foi direto ao comentar as especulações sobre seu assento e afirmou que nunca se sentiu ameaçado dentro da equipe de Brackley.
Durante o período em que o futuro de Verstappen na Red Bull parecia incerto, a Mercedes foi apontada como o destino mais plausível do tetracampeão. Isso naturalmente colocou Russell no centro das discussões, sobretudo porque a equipe alemã vinha investindo pesado no desenvolvimento de Andrea Kimi Antonelli, promovido à Fórmula 1 como parte de um projeto de longo prazo.
Ainda assim, Russell garante que sempre manteve tranquilidade em relação à situação. “Não estou preocupado com isso, com a possibilidade de perder meu assento”, afirmou o piloto em entrevista à revista Auto Motor und Sport. “Como equipe, é óbvio que você quer ter a melhor dupla possível no carro. Então você busca os melhores pilotos disponíveis no mercado. E o Verstappen é simplesmente o melhor piloto do grid no momento.”
Apesar de reconhecer que a Mercedes chegou a conversar com Verstappen — algo que o próprio Russell já havia confirmado anteriormente — o britânico destacou que isso faz parte da lógica natural de uma equipe que luta por títulos. Em outubro, a própria Mercedes tratou de encerrar qualquer dúvida ao anunciar a renovação do contrato de Russell, reforçando sua posição como um dos pilares do time para o novo ciclo técnico.

Uma dupla explosiva, mas administrável
Questionado sobre a hipótese de dividir a equipe com Verstappen, Russell reconheceu que uma parceria entre dois pilotos do mais alto nível dificilmente seria isenta de tensão. “De qualquer forma que você olhe, quando coloca os melhores pilotos lado a lado, mais cedo ou mais tarde uma confrontação é inevitável”, explicou.
Ainda assim, ele citou a experiência da Mercedes em administrar duplas fortes como um diferencial. “Uma equipe como a Mercedes já viveu isso antes, como aconteceu com Lewis Hamilton e Valtteri Bottas. Esse tipo de combinação pode funcionar perfeitamente.”
