Os pilotos da Mercedes, George Russell e Kimi Antonelli, comentaram sobre uma das características mais discutidas dos carros da Fórmula 1 de 2026, a recuperação de energia. Durante uma conversa com a imprensa, ambos aliviavam os temores dos fãs e especialistas sobre o impacto dessa tecnologia nos carros da nova temporada.
Russell, ao ser questionado sobre o sistema de recuperação de energia, comparou a sensação provocada por esse sistema, ao ato de dirigir um carro de rua subindo uma colina. Ele explicou que, embora o carro perca um pouco de velocidade durante o processo de recuperação, o piloto ainda está acelerando ao máximo e apenas faz uma redução de marcha para ajudar a manter o ritmo: “Não parece nada anormal, para ser honesto. A maneira como eu descreveria é como se você estivesse dirigindo seu carro ladeira acima, você ainda vai no máximo, mas perde um pouco de velocidade e pode reduzir a marcha para ganhar mais giros e continuar subindo”, disse Russell.
Ele também destacou que o que parecia estranho no simulador, se mostrou mais natural na pista, algo que outros pilotos também confirmaram. De acordo com o britânico, o ato de reduzir a marcha para ajudar na recuperação de energia, é algo mais suave e natural do que muitos imaginaram que seria.
Kimi Antonelli, por sua vez, acrescentou que o impacto da recuperação de energia vai variar dependendo da pista. Ele destacou que, em circuitos como Barcelona, o aumento de potência é significativo, o que pode resultar em uma grande diferença de velocidade ao tentar ultrapassar outro carro: “Por exemplo, em Barcelona, o impulso foi extremamente forte, e a velocidade de fechamento com o carro à frente foi bem drástica, então a diferença de velocidade pode ser bem grande”, afirmou o piloto italiano.

Antonelli também alertou que os pilotos precisarão estar atentos ao sistema, especialmente ao tentar ultrapassagens, devido à grande velocidade que pode ser adquirida com a recuperação de energia: “É algo que você precisa manter em mente, especialmente quando tentar uma ultrapassagem, porque, em pistas onde a diferença de velocidade é grande, você precisa ser mais cauteloso”, completou.
Os dois pilotos da Mercedes concordaram que, embora a recuperação de energia seja uma característica marcante para 2026, a sensação na pista está longe de ser tão impactante quanto o que foi imaginado por muitos, e a tecnologia promete adicionar um novo nível de complexidade e estratégias nas corridas.
