F1: Russell derruba marca de Verstappen no Bahrein

A Fórmula 1 ganhou novos contornos na segunda semana de testes no Bahrein. Depois de Max Verstappen ter estabelecido a referência na primeira semana, George Russell colocou a Mercedes no topo e mudou o cenário das análises de long runs. A diferença chamou atenção no paddock e colocou a equipe alemã como forte candidata antes da abertura da temporada 2026 na Austrália.

Na semana anterior, a Red Bull havia sido apontada como favorita após simulações consistentes de corrida com Verstappen. A própria Mercedes citava o time austríaco como referência, enquanto a Red Bull mencionava as Flechas de Prata como ameaça. No entanto, os dados do quinto dia indicaram uma inversão no panorama, ainda que testes sempre envolvam incertezas quanto a carga de combustível e modos de motor.

Na sessão da manhã, Verstappen, Russell e Lando Norris realizaram long runs com o composto Médio, o C3. O holandês dividiu suas simulações em três stints mais curtos. Russell também fez três trechos, porém com voltas mais longas e consistentes. Norris optou por um stint mais extenso. A média de Russell foi significativamente superior à de Verstappen, quase dois segundos mais rápida no melhor comparativo direto.

Se na semana anterior Verstappen tinha mais de um segundo de vantagem sobre a Mercedes, agora o quadro se inverteu. Toto Wolff, que antes demonstrava preocupação com a Red Bull, mostrou discurso mais otimista após o desempenho de quinta-feira. A Mercedes também levou atualizações ao carro e manteve regularidade nas médias.

Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing RB22 - start practice.
Foto: XPB Images

Verstappen foi superior a Norris nos long runs com o C3, enquanto o piloto da McLaren admitiu que a equipe ainda está ligeiramente atrás em comparação ao ano passado. Em outro comparativo envolvendo Antonelli, Oscar Piastri e Lewis Hamilton, o jovem italiano da Mercedes foi o mais impressionante, registrando média cerca de dois segundos melhor que a do atual campeão em stint equivalente no C3.

À tarde, Verstappen ampliou o trabalho e rodou tanto com o C2 quanto com o C3. Piastri e Hamilton também utilizaram o composto mais duro, o C1, mostrando equilíbrio entre McLaren e Ferrari. As médias dos dois ficaram praticamente idênticas no C1, embora a comparação com a marca de Russell no mesmo composto não seja totalmente justa, já que as condições de pista mudam bastante ao longo do dia no Bahrein.

No C2, Verstappen apresentou evolução clara em seu segundo stint, registrando média melhor que a de Piastri no mesmo composto. Ainda assim, a Mercedes demonstrou a performance mais sólida no conjunto das simulações.

Apesar dos números animadores para a equipe alemã, ainda resta um último dia de testes, no qual as equipes poderão rodar com potência elétrica reduzida. Esse fator pode alterar novamente as análises de ritmo. Por enquanto, o equilíbrio entre Mercedes, Red Bull, Ferrari e McLaren sugere um início de temporada 2026 bastante competitivo na Fórmula 1.