George Russell saiu de Las Vegas com um pódio importante para a Mercedes, mas reconheceu que a equipe não tinha ritmo para muito mais no GP de Las Vegas de Fórmula 1. O britânico largou em quarto, evitou confusões na primeira curva e herdou a segunda posição após o erro de Lando Norris, porém não conseguiu transformar o bom início em uma ameaça real a Max Verstappen.
Logo depois da corrida, Russell explicou por que sua tentativa de pressionar o líder acabou comprometendo todo o stint final. Segundo ele, o ataque foi intenso demais e resultou em desgaste excessivo dos pneus duros utilizados na segunda metade da prova.
“Quando o Max saiu dos boxes, achei que tinha uma chance. Ele estava com os pneus frios e forcei bastante”, contou Russell. “Acabei danificando os pneus e, daí em diante, fiquei no rádio dizendo que não tinha certeza se eles chegariam até o final. Foi realmente difícil.”

O piloto do carro #63 havia iniciado a corrida com pneus médios e fez sua parada na volta 17 para colocar o composto duro, o que exigia completar o restante das 50 voltas sem novo pit stop. A estratégia se mostrou arriscada justamente após o ataque inicial ao líder, que tornou o consumo dos pneus maior do que o planejado.
Russell também avaliou que o resultado final refletiu exatamente o potencial da Mercedes no fim de semana em Las Vegas. “Não foi uma grande corrida da nossa parte e um pódio provavelmente era o máximo que poderíamos ter conseguido”, afirmou.
O desempenho dos dois carros, no entanto, trouxe ganhos importantes para o Mundial de Construtores. Com o terceiro lugar de Russell e o quinto de Andrea Kimi Antonelli, a Mercedes chegou a 423 pontos e abriu vantagem na briga pelo vice-campeonato. A Red Bull aparece em terceiro com 391 pontos e a Ferrari logo atrás com 371.
A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, entre 28 e 30 de novembro, com o GP do Catar, penúltima etapa da temporada 2025.
