Nico Rosberg avaliou as novas regras da Fórmula 1 para 2026 e afirmou que os pontos positivos superam as críticas iniciais. O ex-piloto e campeão na categoria em 2016, destacou que apesar das reações divididas, as disputas mais intensas entre equipes podem compensar eventuais problemas.
As mudanças introduzidas nesta temporada trouxeram uma reformulação significativa no regulamento técnico. Entre as principais novidades estão a divisão de 50/50 entre potência do motor a combustão e elétrica, além da substituição do DRS pela aerodinâmica ativa.
Com o aumento da importância da energia elétrica, fatores como uso da bateria, gerenciamento e recarga passaram a ter papel central nas corridas. Embora as ultrapassagens e disputas tenham se tornado mais frequentes em comparação com 2025, as alterações também geraram críticas de diferentes setores da Fórmula 1.
Rosberg reconheceu que algumas situações podem parecer estranhas do ponto de vista do público. O alemão citou como exemplo o comportamento dos carros nas retas após curvas feitas em alta velocidade, quando a potência elétrica é reduzida: “Há muitas críticas no momento porque você pode ver, como na última corrida, no GP do Japão, eles passam pela reta após uma curva feita com o pé embaixo e precisam reduzir marcha depois da curva, ainda na reta, porque a energia da bateria se desliga”, afirmou.
O ex-piloto destacou que esse tipo de situação pode causar estranhamento para quem acompanha as corridas: “Do ponto de vista do espectador, pode parecer um pouco estranho quando você deveria estar acelerando ao máximo com o carro de Fórmula 1 de melhor desempenho”, acrescentou.

Apesar disso, ele demonstrou otimismo com o impacto geral das mudanças. Para Rosberg, a qualidade das disputas será determinante para a aceitação das novas regras por parte dos fãs: “Mesmo assim, vejo isso com tranquilidade. Do meu ponto de vista, desde que haja grandes batalhas entre as equipes, isso é o mais importante. Se tivermos uma disputa realmente boa entre Mercedes, McLaren e Ferrari, acho que os fãs não vão se importar com a divisão 50/50 e a tecnologia”, completou.
Com apenas três GPs disputados até o momento sob o novo regulamento, o debate segue aberto dentro da Fórmula 1. Enquanto críticas persistem, a expectativa é que o equilíbrio entre inovação tecnológica e qualidade das corridas, determine a percepção definitiva sobre a nova era da categoria.
