A FIA detalhou nessa sexta-feira (14) os principais temas debatidos na quarta e última reunião da Comissão da Fórmula 1 em 2025, realizada em Londres com a presença de Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade, e Stefano Domenicali, CEO da F1. O encontro definiu propostas de ajustes nos regulamentos Técnico, Esportivo, Financeiro e Operacional, que serão submetidas ao Conselho Mundial do Esporte a Motor em 10 de dezembro.
Entre os assuntos mais relevantes esteve a discussão sobre possíveis mudanças estratégicas nas corridas, incluindo a adoção obrigatória de duas paradas, limites de vida dos pneus e o uso de três compostos diferentes ao longo das provas. A FIA reforçou que nenhuma decisão foi tomada e que as conversas seguirão ao longo da temporada 2026.
A Comissão também avaliou os parâmetros atuais das restrições de testes aerodinâmicos (ATR). Segundo o comunicado, alterações estão sendo desenvolvidas para alinhar a categoria às tecnologias modernas de processamento e simulação, sempre considerando os custos envolvidos.
Outro ponto abordado foi a identidade visual dos carros. As equipes concordaram que ao menos 55% da superfície visível, de lado e de cima, deve ser coberta por pintura ou adesivos, reduzindo o uso excessivo de fibra de carbono exposta. O objetivo é melhorar a diferenciação visual entre os carros, algo que se tornou mais difícil com a busca das equipes por redução máxima de peso.

A FIA também tratou dos números utilizados pelos pilotos, permitindo que eles apresentem propostas para alterar seus algarismos durante suas carreiras na F1.
Por fim, o ‘Driver Cooling System’ (DCS), equipamento obrigatório para ajudar os pilotos em condições extremas de calor, foi discutido com foco em 2026. Segundo o comunicado, ‘redesenhos do atual DCS e das vestimentas de refrigeração foram propostos, junto de um aumento no peso permitido para o uso do sistema’.
A entidade acrescentou que um novo ciclo de feedback será conduzido em paralelo com a Associação dos Pilotos (GPDA).
