A polêmica sobre os novos regulamentos de motores da Fórmula 1 para 2026, ganhou um novo capítulo, com um recente acordo da Comissão da F1, durante os testes de pré-temporada no Bahrein, já sendo considerado obsoleto. Segundo o site Motorsport Magazin, a proposta original da FIA para lidar com a questão da taxa de compressão foi substituída por um novo compromisso.
O plano inicial, que deveria ser implementado a partir de agosto de 2026, exigia que os fabricantes de unidades de potência (Mercedes, Ferrari, Red Bull Powertrains-Ford, Honda e Audi), a FIA e a F1, votassem para aprovar uma mudança nas regulamentações. Para que a alteração fosse ratificada, seria necessário uma maioria de seis votos. Isso teria imposto medições da taxa de compressão tanto em condições de temperatura ambiente quanto em temperaturas elevadas (130°C), o que alteraria as condições de medição estabelecidas atualmente, que só consideram a temperatura ambiente.
Embora o chefe da Mercedes, Toto Wolff, tivesse demonstrado apoio à proposta, os demais fabricantes de unidades de potência se opuseram, alegando que a medição sob ambas as condições de temperatura não era viável. Como resultado, um novo acordo foi alcançado. Agora, a mudança foi antecipada de agosto para junho de 2026, com uma abordagem em duas fases.

A partir de 1º de junho de 2026, as medições de compressão serão feitas sob as duas condições de temperatura até o final da temporada. No entanto, a partir de 2027, as medições serão realizadas apenas em condições de temperatura elevada. Esse novo acordo oferece uma vantagem significativa para os concorrentes da Mercedes, pois a mudança para medições exclusivas em condições quentes a partir de 2027, pode forçar a Mercedes e suas equipes clientes a adaptarem seus motores, perdendo a vantagem que teriam com o sistema de medição dupla.
Com essa revisão, a Mercedes já não manteria a mesma vantagem competitiva a longo prazo, refletindo a complexidade das negociações sobre as novas regras de motores para 2026 e além.
