O ex-projetista da Fórmula 1 Gary Anderson apoiou as críticas feitas por Max Verstappen aos atuais regulamentos da categoria. Após o GP da China, o tetracampeão da Red Bull voltou a demonstrar frustração com as regras recentes, chegando a afirmar que a F1 atual é “fundamentalmente falha” e novamente comparando as corridas ao jogo Mario Kart.
Em uma coluna publicada no The Telegraph, Anderson afirmou concordar com a avaliação de Verstappen e defendeu mudanças no esporte. “É preciso encontrar um equilíbrio. O esporte pode ser divertido, mas entretenimento não é esporte. A balança pendeu demais para a direção errada. Não estou satisfeito com isso e não acho que seja o certo para a F1. É algo difícil de equilibrar, mas é preciso fazer algo para mudar essa situação, tanto a curto quanto a longo prazo.”
Anderson também apresentou possíveis soluções para o problema. No curto prazo, ele sugeriu reduzir a quantidade de energia elétrica disponível para os pilotos e controlar de forma mais rigorosa o seu uso. Limitar a bateria ajudaria a energia a durar mais em cada trecho e diminuiria a necessidade do “lift-and-coast”.

Outra proposta seria tornar a entrega de potência adicional mais progressiva. Em vez do sistema atual de “tudo ou nada”, ele defende que a potência aumente gradualmente conforme os pilotos solicitam mais energia, o que poderia evitar derrapagens repentinas e reduzir a influência do sistema nas ultrapassagens.
Anderson ainda mencionou uma ideia apresentada pelo comentarista Karun Chandhok. A proposta sugere separar as principais categorias do automobilismo conforme a filosofia de seus motores: a Fórmula E seguiria totalmente elétrica, o Campeonato Mundial de Endurance — incluindo as 24 Horas de Le Mans — permaneceria híbrido, e a Fórmula 1 retornaria aos motores de combustão interna aspirados. Segundo Anderson, essa divisão seria mais fácil de entender para os fãs e poderia atrair milhões de telespectadores ao redor do mundo.
