F1: Reformas atrasadas no circuito de Monza colocam GP da Itália em risco

A tradicional dobradinha italiana na Fórmula 1, com o GP da Emilia-Romagna em Ímola seguido pelo GP da Itália em Monza, pode estar com os dias contados. A prova no lendário circuito de Monza corre o sério risco de sair do calendário da categoria, segundo o CEO da F1, Stefano Domenicali.

Embora o contrato vigente com o Autodromo Nazionale di Monza se estenda até o final de 2025, a renovação para além disso está longe de estar garantida. As negociações entre a F1 e os proprietários do circuito estão paralisadas, devido ao lento progresso das reformas e modernizações prometidas.

Falando no programa ‘La Politica nel Pallone’, Domenicali não escondeu a frustração com o andamento da situação: “Estamos negociando, mas precisamos de coisas concretas para continuar as conversas. Porque se certas coisas não acontecerem, não poderemos falar. Ouço isso frequentemente do diretor deles, Sticchi Damiani, e sei que eles estão cientes disso. Mas já estamos em dezembro e as obras que deveriam ter começado em Monza imediatamente após o GP, ainda não começaram. Esperamos que comecem em breve”, afirmou o italiano.

Domenicali ressalta que sua postura é construtiva em relação a Monza, mas que a burocracia não será tolerada. “Queremos continuar em Monza, mas com as condições necessárias. O circuito tem história e tradição, mas o mundo da Fórmula 1 evolui e precisamos acompanhar o ritmo”, disse ele.

O CEO da F1 deixou claro que a categoria não tem falta opções. “Existem muitos circuitos pelo mundo interessados em receber a Fórmula 1. Não vamos esperar eternamente por Monza”, finalizou.

Para garantir sua permanência no calendário da F1, o Autodromo Nazionale di Monza precisa acelerar o ritmo das reformas e atender às exigências da categoria. Caso contrário, o lendário circuito corre o sério risco de perder a tradicional prova, deixando um enorme vazio no coração dos fãs italianos e da própria história da Fórmula 1.