Sem Helmut Marko, programa de base da equipe austríaca entra em um novo ciclo com oito pilotos espalhados pelas categorias de acesso
A Red Bull Racing começa a temporada 2026 da Fórmula 1 vivendo um momento simbólico fora das pistas. Pela primeira vez em anos, o tradicional Red Bull Junior Team inicia um ciclo sem a presença de Helmut Marko, figura central na formação de talentos da marca. Ainda assim, a estrutura segue ativa e robusta, com oito jovens pilotos distribuídos entre Fórmula 2, Fórmula 3 e categorias de formação, mantendo a filosofia agressiva de renovação que sempre marcou o projeto.
Atualmente, todo o quarteto da Red Bull no grid da F1 — Max Verstappen, Isack Hadjar, Liam Lawson e Arvid Lindblad — passou pelo programa de base, o que reforça o peso estratégico do Junior Team mesmo em meio à transição interna. Para 2026, a Red Bull reduziu seu contingente após as saídas de Oliver Goethe e Tim Tramnitz, mas preservou nomes considerados de alto potencial a médio e longo prazo.
Na Fórmula 2, a Red Bull terá apenas um representante. Nikola Tsolov, de 19 anos, assume o papel de principal aposta imediata do programa. Após três temporadas na Fórmula 3, o búlgaro terminou 2025 em terceiro no campeonato e teve sua primeira experiência na F2 disputando duas etapas, com direito a pódio na Sprint Race de Abu Dhabi. Em 2026, ele segue com a Campos Racing, em um ano decisivo para se consolidar como candidato real a um futuro lugar na Fórmula 1.
A Fórmula 3 concentra o maior número de pilotos ligados ao programa. Fionn McLaughlin, irlandês de 18 anos, chega credenciado pelo título da F4 Britânica em 2025 e por um terceiro lugar na Formula Winter Series. Antes da estreia na F3 pela Hitech TGR, ele também disputará o Formula Regional Oceania Trophy, competição vencida por Lindblad no ano anterior.

Outro nome em ascensão é Ernesto Rivera, mexicano de 17 anos, que vem de campanhas sólidas na F4 Espanhola e na Eurocup-3. Em 2026, ele correrá na F3 com a Campos Racing, conciliando o calendário com participações no Regional Oceania. Já Mattia Colnaghi, um dos destaques recentes do programa, chega à F3 após conquistar dois títulos consecutivos: a F4 Espanhola e a Eurocup-3. O italiano, também de 17 anos, defenderá a MP Motorsport.
Nas categorias formativas e regionais, a Red Bull mantém uma base diversificada. Enzo Tarnvanichkul, piloto tailandês-espanhol de 16 anos, segue em monopostos após passagem pela Eurocup-3 e pela GB3, onde venceu em Brands Hatch. Chiara Bättig, suíça de apenas 15 anos, é a única mulher do programa e disputará a F4 Britânica pela Hitech GP, dando continuidade à aposta da Red Bull em diversidade no desenvolvimento de talentos.
O programa também inclui Rocco Coronel, filho do ex-piloto Tom Coronel, campeão da Ginetta Junior em 2025 e com estreia recente na Fórmula 4. A expectativa é que ele siga no grid da F4 Espanhola em 2026. Completa a lista Scott Kin Lindblom, sueco de 15 anos, quarto colocado na Ginetta Junior no último ano, que também defenderá a Hitech GP na F4 Britânica.
