O GP da China de Fórmula 1 expôs uma série de problemas para a Red Bull Racing, tanto dentro quanto fora das pistas. A equipe, que ainda busca se consolidar com sua nova unidade de potência da Red Bull Powertrains-Ford, enfrentou um final de semana difícil, e a comunicação da equipe acabou deixando a desejar.
Max Verstappen, mesmo após um desempenho muito abaixo do esperado, que culminou em um abandono em Xangai, respondeu às perguntas da imprensa com paciência, dedicando sete minutos a vários jornalistas e emissoras de TV. A postura do piloto holandês, no entanto, contrastou com a ausência do chefe da equipe, Laurent Mekies, que não compareceu à sessão de imprensa programada.
“A sessão programada com Mekies não aconteceu. Membros da imprensa esperaram educadamente e saíram sem explicação. Alguns jornalistas, ao questionarem a equipe, foram informados de que Mekies já havia saído para pegar seu voo, sem prestar contas do ocorrido”, foi relatado por vários membros da imprensa presentes no circuito chinês.

O contraste com outras equipes de topo do grid é evidente. Mercedes, Ferrari e McLaren sempre garantem presença nas sessões de imprensa, mesmo em corridas onde enfrentam dificuldades. Toto Wolff, Fred Vasseur e Andrea Stella, mantêm essa consistência, oferecendo transparência aos fãs e à imprensa.
A situação evidencia que a Red Bull Racing, além de enfrentar dificuldades técnicas no carro, que a colocaram atrás de sua equipe irmã, Racing Bulls, no pelotão intermediário, também lida com um nível de amadorismo na comunicação. Promessas de maior abertura e transparência, feitas após a saída do ex-chefe de equipe, Christian Horner e seu time de comunicação, não se concretizaram diante do primeiro revés significativo na nova temporada.
Esse episódio reforça que a equipe ainda precisa se ajustar, tanto no desenvolvimento técnico quanto no gerenciamento de sua imagem, para manter a reputação de uma das principais forças da Fórmula 1.
