A Red Bull Racing confirmou que pretende colocar em operação um novo túnel de vento, já no início da temporada 2027 da Fórmula 1, para tentar solucionar os problemas de correlação de dados enfrentados pela equipe atualmente. A estrutura atual vem apresentando divergências entre as simulações feitas na fábrica e os dados coletados nas pistas, situação que preocupa os engenheiros da equipe de Milton Keynes há vários meses.
Mesmo com os avanços recentes no desempenho do RB22, a Red Bull ainda busca respostas para melhorar a precisão no desenvolvimento do carro. O problema ganhou ainda mais atenção após o pacote de atualizações apresentado no GP de Miami, que aproximou Max Verstappen das equipes de ponta.
A equipe levou diversas novidades aerodinâmicas para a etapa nos Estados Unidos. Entre as mudanças estavam uma nova asa dianteira, laterais mais contornadas, novo assoalho e uma asa traseira rebatível que chamou atenção pelo conceito mais agressivo em comparação ao modelo utilizado pela Ferrari.
O RB22 de Verrstappen também recebeu um novo pacote de direção, contribuindo para um desempenho considerado encorajador dentro da equipe. A Red Bull já revelou ainda que trabalha em uma redução de peso do carro para melhorar o rendimento e facilitar o ajuste do equilíbrio do monoposto. Outro foco importante está na aerodinâmica do carro. A equipe quer reduzir a resistência ao avanço sem comprometer a carga aerodinâmica, um desafio comum na Fórmula 1, mas difícil de equilibrar na prática. Nesse contexto, a nova asa traseira introduzida recentemente faz parte do esforço para encontrar esse ponto ideal.

Apesar das melhorias, o túnel de vento segue sendo visto internamente como um dos principais obstáculos para evoluir o carro. Segundo Pierre Waché, diretor técnico da Red Bull, a correlação entre os dados virtuais e o comportamento real do carro melhorou recentemente, mas ainda está longe do ideal.
“A correlação está um pouco melhor ultimamente, mas continuamos trabalhando com as mesmas ferramentas e enfrentando os mesmos problemas. Estamos tentando maximizar o que temos e, quanto ao resto, vamos ver”, afirmou Waché.
O dirigente também confirmou que a equipe deposita grandes expectativas na nova instalação: “Temos um novo túnel de vento que chegará em breve e espero que ele nos permita dar mais um passo à frente”, acrescentou.
Posteriormente, pressionado sobre os prazos, o francês indicou quando a estrutura deve começar a operar: “Esperamos que ela já esteja em funcionamento e que possamos utilizá-la no início do próximo ano”, completou.
