F1: Red Bull anima, Mercedes sofre e Audi chama atenção

A Fórmula 1 vive dias decisivos de preparação no Bahrein com os testes de pré-temporada de 2026, e o segundo dia de atividades trouxe sinais importantes sobre o momento de algumas equipes. Enquanto parte do grid comemora quilometragem alta e aprendizado acelerado, outras já lidam com contratempos técnicos e limitações de tempo de pista.

A Red Bull aparece entre as equipes que mais chamaram atenção. Max Verstappen teve um dia extremamente produtivo, acumulando 136 voltas ao longo de sua jornada completa no carro. O ritmo de trabalho reforçou a impressão de que a equipe reagiu bem ao novo regulamento. O cenário não começou tão positivo para Isack Hadjar, que perdeu boa parte da manhã por conta de um problema não detalhado, mas a equipe conseguiu colocá-lo na pista pouco antes do intervalo.

Depois disso, Hadjar completou 87 voltas e afirmou que se sentiu confortável no carro, destacando que o programa planejado não foi prejudicado de forma relevante. Nos bastidores do paddock, há quem veja a Red Bull como possível referência inicial desta nova era, algo que vai ao encontro de avaliações já feitas por Toto Wolff. A confiabilidade da nova unidade de potência Red Bull Ford também é vista como um ponto encorajador neste início.

Se de um lado a Red Bull sorri, do outro a Mercedes encara dias mais complicados. Mesmo após um shakedown sem grandes dramas em Barcelona, a equipe voltou a perder tempo de pista. Primeiro, um problema de suspensão já havia afetado o cronograma. No segundo dia no Bahrein, a dor de cabeça veio da unidade de potência.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

A troca completa do motor foi considerada mais rápida do que substituir apenas o componente afetado, mas o procedimento custou tempo precioso. Kimi Antonelli conseguiu dar apenas três voltas no dia. Andrew Shovlin explicou que o carro só retornou à pista com George Russell cerca de uma hora após o início da sessão da tarde.

Segundo ele, a equipe ainda está atrás no trabalho de acerto, embora tenha conseguido colocar o carro em uma janela de funcionamento mais razoável ao final do dia. A prioridade agora é recuperar o tempo perdido. Até aqui, Antonelli soma 33 voltas no Bahrein, contra 110 de Russell. Não é um desastre, mas está longe do ideal em uma fase em que cada quilômetro conta.

Já a Audi segue construindo de forma sólida sua estreia como equipe de fábrica na F1. Após ser a primeira a realizar um shakedown com carro de especificação 2026, o time levou ao Bahrein uma atualização significativa que chamou atenção de rivais. Nico Hulkenberg relatou que a evolução em relação à primeira versão do carro é perceptível.

Gabriel Bortoleto (BRA) Audi F1 Team R26.
Foto: XPB Images

Ele e Gabriel Bortoleto trabalharam com configurações diferentes, ao mesmo tempo em que aprofundaram o entendimento da nova unidade de potência. Houve foco especial no uso de ferramentas como Boost e Overtake. Ainda é cedo para cravar posição competitiva, mas a combinação de confiabilidade melhor e ganho de desempenho representa um passo importante.

A Aston Martin, por sua vez, encara um início mais desafiador. O carro de 2026 é o primeiro projetado por Adrian Newey para a equipe e também marca a estreia com unidade de potência Honda, além de câmbio e suspensão próprios. Fernando Alonso relatou um carro difícil de guiar, enquanto a equipe reconhece falta de ritmo.

Internamente, há a consciência de que o projeto é de longo prazo. A estrutura entende que a jornada rumo a vitórias e títulos é parte de um plano de cerca de dez anos iniciado em 2021. A expectativa é evoluir gradualmente, mesmo que o começo de 2026 seja duro. Em um grid cada vez mais competitivo, a F1 mostra que a nova era já começa exigindo respostas rápidas de todos.



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