A Red Bull deve adiar qualquer atualização em sua unidade de potência na Fórmula 1, mesmo tendo autorização para fazê-lo pelo regulamento. A equipe prefere concentrar esforços em resolver problemas no carro antes de mexer no motor.
A regra chamada ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities) permite que equipes que estejam mais de 2% atrás da unidade de potência mais forte façam atualizações durante a temporada. No entanto, a Red Bull e a Ford avaliam que não é o momento ideal para usar esse recurso.
Segundo Laurent Mekies, a possibilidade existe, mas fatores estratégicos tornam a decisão mais complexa ao longo do campeonato. “Mesmo que teoricamente você tenha o direito de fazer isso já na corrida seguinte ao veredito, precisamos estar preparados, e provavelmente não estaremos, porque ainda é necessário lidar com quatro motores ao longo da temporada”, afirmou.
O dirigente explicou que o regulamento obriga as equipes a escolher cuidadosamente o momento de introduzir melhorias. “As regras forçam você a escolher o momento. É preciso agrupar essas atualizações para que representem um passo significativo. Realisticamente, não acredito que veremos isso na primeira parte da temporada, pelo menos no nosso caso”, acrescentou.

De acordo com cálculos internos da Red Bull, a unidade de potência da equipe está cerca de três décimos de segundo atrás da Mercedes, diferença menor do que muitos esperavam. “Superou claramente as expectativas, porque estávamos nos preparando para um ponto de partida muito mais distante”, disse Mekies.
Mesmo assim, o dirigente reconheceu que os maiores desafios atualmente estão no carro, especialmente no chassi. “Temos nossos próprios problemas. Precisamos recuperar esses décimos e corrigir o que precisa ser corrigido no carro. Sabemos como fazer isso e vai acontecer, não em Miami, mas vai acontecer”, concluiu.
