O ex-piloto de Fórmula 1, Ralf Schumacher, fez duras críticas à Ferrari durante o crescente debate sobre as novas regulamentações dos motores para 2026, em especial sobre a controvérsia envolvendo a razão de compressão. O alemão afirmou que a Ferrari, mais do que qualquer outra equipe, ‘não tem moral’ para protestar contra os ajustes nas regras, especialmente considerando os eventos ocorridos em 2019, envolvendo a Scuderia.
Recentemente, a Mercedes e a Red Bull Powetrains-Ford, foram acusadas de explorar uma ‘área cinza’ nas novas regulamentações de 2026, usando um ‘truque’ para contornar as novas exigências de compressão do motor, algo que resultaria em ganhos significativos de potência. Essa manobra poderia oferecer uma vantagem de desempenho, especialmente em circuitos onde a potência do motor tem maior impacto.
Schumacher, durante sua participação no podcast Backstage Boxengasse, defendeu que essa prática é legítima dentro do espírito da Fórmula 1, que sempre foi marcada pela exploração de lacunas nas regulamentações. Ele destacou que, historicamente, as equipes tentam encontrar vantagens dentro dos limites dos novos regulamentos, algo que ele considera um aspecto fundamental do esporte.

No entanto, o ex-piloto foi enfático ao afirmar que a Ferrari não deveria se envolver nesse debate. Para ele, a equipe italiana tem um histórico de situações questionáveis, incluindo o caso envolvendo o motor do SF90 em 2019, que levou a um acordo secreto com a FIA no ano seguinte, o que resultou em uma grande perda de desempenho no carro de 2020, o SF1000: “A Ferrari, de todas as equipes, deveria ser a primeira a calar a boca. Me lembro de uma época em que o combustível vinha de um lugar onde não deveria vir”, afirmou Schumacher, sugerindo que a Ferrari, ao invés de protestar, deveria focar em melhorar seu próprio desempenho.
Essa declaração de Schumacher certamente adiciona mais combustível a um dos debates mais intensos na Fórmula 1 no momento, com várias equipes, principalmente a Ferrari, tentando questionar duramente as novas regulamentações que entraram em vigor em 2026.
