Com a aproximação do início da temporada 2026 da Fórmula 1 e as novas regulamentações em vigor, a Honda enviou uma mensagem objetiva à FIA sobre as questões relacionadas aos motores híbridos V6 de 50-50, que passaram a ser um ponto de discórdia entre os fabricantes. O presidente da Honda Racing, Koji Watanabe, abordou a situação e pediu uma interpretação mais precisa das regras.
O problema central está em uma lacuna nas novas regras, que permite que o coeficiente de compressão dos motores híbridos seja medido em temperatura ambiente. Isso criou uma vantagem para alguns fabricantes, como Mercedes e a Red Bull Powertrains-Ford, que encontraram uma forma de aumentar o coeficiente de compressão quando as temperaturas estão acima do nível ambiente, o que pode resultar em um ganho significativo de desempenho.
Esses ganhos são estimados em cerca de três a quatro décimos de segundo por volta, o que, em circuitos como o de Melbourne, pode gerar uma vantagem considerável. No entanto, as outras três montadoras, Audi, Ferrari e Honda, estão buscando uma solução para essa questão e se reunirão com a FIA antes do primeiro teste de pré-temporada em Barcelona.
Durante a apresentação de sua unidade de potência para 2026, que será usada exclusivamente pela Aston Martin, Watanabe expressou a posição da Honda sobre o assunto: “Este ano começa o novo ciclo de regulamentações, e a interpretação dessas regras, bem como a implementação das operações, exigem uma discussão aprofundada”, disse ele. O dirigente também destacou que as regras não abordam todos os pontos de forma detalhada, deixando espaço para interpretações, o que pode gerar complicações.

Watanabe também afirmou que a Honda possui ideias próprias sobre o assunto e está disposta a discutir com a FIA para entender se suas soluções serão aceitas ou não: “Há muito espaço para interpretação, e isso faz parte da competição”, afirmou. A Honda, portanto, está buscando feedback da FIA sobre suas propostas e acredita que a consulta constante com a entidade reguladora será fundamental para o desenvolvimento das novas unidades de potência.
Essa situação levanta questões importantes sobre a consistência e clareza dos regulamentos da Fórmula 1, que terão um impacto direto no desempenho dos carros em 2026. A Honda, como outros fabricantes, espera que a FIA forneça orientações claras para garantir um campeonato justo e equilibrado.
