F1: Presidente da FIA rebate críticas ao regulamento de 2026

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, reagiu às críticas direcionadas ao regulamento de 2026 da Fórmula 1 e afirmou que apenas as equipes que estão atrás no grid reclamam das novas regras. O dirigente também voltou a defender as mudanças técnicas da categoria e reforçou seu desejo de ver os motores V8 retornando ao campeonato no futuro.

As regras atuais vêm sendo alvo de debates desde a pré-temporada, principalmente pelo aumento da influência da parte elétrica nas unidades de potência. Pilotos e fãs questionaram diversos aspectos do novo conjunto técnico, levando a FIA a promover ajustes já nas primeiras etapas do campeonato.

Segundo Ben Sulayem, todas as equipes e fabricantes participaram do processo de construção do regulamento e tiveram tempo suficiente para se preparar: “Nós consultamos os fabricantes de unidades de potência e as equipes. Quando comecei, era 2022, assinei em agosto de 2022, mas isso não aconteceu em oito meses”, afirmou em entrevista à Forbes.

O dirigente explicou que as regras foram debatidas por aproximadamente um ano e meio antes da implementação oficial: “Todos tiveram o mesmo tempo. Se você olhar para agosto de 2022 e depois para o primeiro dia de testes em Barcelona, foi tempo suficiente para todos”, disse ele.

Ben Sulayem também sugeriu que as críticas surgem principalmente das equipes que não conseguiram interpretar corretamente o regulamento: “Alguns tiveram problemas com o carro, com a unidade de potência ou com o chassi, mas é incrível como apenas aqueles que estão atrás estão reclamando. Você ouviu a Mercedes ou a Ferrari reclamando? Não, claro que não. É um ciclo”.

F1: Presidente da FIA rebate críticas ao regulamento de 2026
Foto: XPB Images

Apesar da defesa das regras, a FIA promoveu alterações após o GP do Japão, terceira etapa da temporada. As mudanças, implementadas a partir do GP de Miami, tiveram como objetivo melhorar o espetáculo da Fórmula 1 e também aumentar a segurança dos carros: “Nós tivemos uma discussão após a Austrália. Conversamos com o departamento técnico, com a comissão de monopostos e então consultamos os pilotos sobre como aplicar a eletrificação e uma questão de segurança, então agora parece melhor”, explicou o presidente da entidade. Segundo ele, as decisões são tomadas após consultas amplas e pensando no benefício geral da categoria.

Fora as mudanças imediatas, a FIA já confirmou novas revisões na unidade de potência para o próximo ano, reduzindo parte da influência elétrica introduzida em 2026. Mesmo assim, Ben Sulayem deixou claro que pensa em mudanças ainda mais profundas para o futuro da Fórmula 1: “Nós falamos sobre o V8 e agora estou pensando mais em trazer o V8 de volta”, concluiu o dirigente, indicando que a FIA poderá voltar a discutir esse caminho antes do fim da década.