F1: Preocupação com procedimento de largada em 2026 provoca reunião na FIA

A temporada 2026 da Fórmula 1 ainda não começou, mas preocupações com a segurança já têm sido levantadas. O procedimento de largada pode ser mudado para este campeonato por conta da dificuldade dos carros deixarem o grid.

A mudança de regulamento para este ano  trouxe uma grande alteração para os motores, que passam a dividir a potência entre combustão interna e potência elétrica em 50/50, trazendo a gestão de energia como um ponto principal para as provas.

Entretanto, com essa novidade, os procedimentos de início de prova podem se tornar um desafio aos competidores. O problema central tem sido que está levando mais tempo aos pilotos colocarem seus carros na configuração ideal para a largada, isso por conta da remoção do MGU-H – motor elétrico que ajudava a acelerar o turbocompressor em conjunto com o motor de combustão interna, cobrindo o turbo lag nas faixas mais baixas de rotação até que o MGU-K entrasse em ação.

Sem ele, o motor de combustão interna e o turbocompressor atuam na fase inicial do processo de largada, dando às equipes menos controle sobre a inércia do turbo e mantendo a rotação no nível necessário até que o MGU-K entre em ação. Mas com o novo motor, o processo de preparação leva mais tempo do que a era anterior.

Esteban Ocon (FRA) Haas F1 Team VF-26.
Foto: XPB Images

Hoje, quando o último carro para no grid, a primeira das cinco luzes vermelhas se acende e, na sequência, das demais tem 1s de intervalo se acendendo. Quando todas estão acesas, o diretor de largada pressiona o botão para autorizar a saída, e o procedimento raramente passa de 2s a 3s – no total, leva menos de 10s entre o último carro no grid e o começo da prova.

Acontece que para os últimos carros do pelotão, o intervalo não é suficiente para colocar o carro na janela de largada, podendo oferecer um cenário caótico nos primeiros instantes da disputa.

No Bahrein, a FIA realizou uma série de simulações e avaliou os processos de sistema e das verificações técnicas, para colher o máximo de dados e ver os desafios que os pilotos estão enfrentado. Então, com essas informações, o tema deve ser debatido na Comissão da F1 que acontece na próxima semana, com a chance de um ajuste no procedimento de largada antes do GP da Austrália.

Nomes como Pierre Gasly, Oscar Piastri e Andrea Stella levantaram preocupações quanto o assunto, sendo vocais sobre a questão no Sakhir.