F1: Pontos que mudam com o novo “Pacto de Concórdia”

A Fórmula 1 está prestes a iniciar um novo capítulo com a assinatura do mais recente ‘Pacto de Concórdia’, válido para o período de 2026 a 2030. Este novo contrato, que foi assinado e ativado recentemente, traz mudanças significativas para o futuro da categoria, além de garantir a estabilidade e a transparência financeira entre as equipes, a FIA e o detentor dos direitos comerciais da F1, a Liberty Media.

O ‘Pacto de Concórdia’ estabelece quatro áreas principais: distribuição de receitas, governança, regras esportivas e requisitos de participação. No aspecto financeiro, ele regula como os times compartilham o prêmio em dinheiro proveniente das receitas comerciais do esporte. Além disso, destaca-se o bônus anual de 5% para a Ferrari, em reconhecimento à sua história e permanência ininterrupta no Campeonato desde sua fundação.

Mais um ponto importante, é a governança da categoria, que define o papel da FIA, das equipes e dos direitos comerciais nas decisões que moldam a Fórmula 1.

O novo acordo também faz ajustes nas regras esportivas, como a implementação das unidades de potência 50/50, que equilibram a performance entre motores de combustão interna e componentes elétricos. Além disso, os requisitos de participação para as equipes continuam a ser um ponto de disputa, como aconteceu com a proposta inicial da Andretti, que foi rejeitada, enquanto a Cadillac, que tem a parceria de sua proprietária a GM, além da própria Andretti, garantiu sua vaga para a temporada de 2026.

FIA logo
Foto: XPB Images

A história do ‘Pacto de Concórdia’ remonta a 1981, quando foi assinado pela primeira vez para pôr fim a um conflito entre FISA (Federação Internacional do Automóvel) e FOCA (Associação dos Construtores de Fórmula 1), órgãos que comandavam a Fórmula 1 naquela época. Desde então, o acordo tem sido renovado, sempre com o objetivo de assegurar o equilíbrio financeiro e competitivo na categoria. O mais recente, assinado em 2021, introduziu o teto orçamentário, marcando um novo marco para a gestão da F1 sob o comando da Liberty Media.

Dessa forma, as expectativas para o próximo período do acordo, incluem a redistribuição dos prêmios financeiros devido à entrada da Cadillac como 11ª equipe e discussões sobre o aumento do teto orçamentário de US$ 135 milhões para US$ 220 milhões. Além disso, há conversas para incluir provisões de licença maternidade e isentar alguns custos com entretenimento de funcionários do orçamento, refletindo as mudanças no ambiente de trabalho na Fórmula 1.