A Pirelli, fornecedora de pneus da Fórmula 1, expressou uma surpresa positiva com os carros de 2026, após temores iniciais de que o desempenho dos novos monopostos seria mais modesto, e eventualmente até mais lentos que os carros da Fórmula 2. Apesar das mudanças significativas nas regulamentações da F1, que incluem um chassi mais leve com menor downforce, além de novas unidades de potência, as primeiras simulações e testes indicam que o desempenho está mais alinhado com os carros da temporada anterior, com apenas uma leve redução nos tempos de volta.
Essas novas regras de 2026 trazem um chassi 32kg mais leve e unidades de potência mais dependentes da energia elétrica, com um foco maior na aerodinâmica ativa e no gerenciamento de energia. Embora o desempenho tenha ficado abaixo das expectativas iniciais em alguns testes, como o shakedown coletivo realizado em Barcelona no final de janeiro, os primeiros testes no Bahrein, indicam que os carros devem ficar com tempos muito próximos aos de 2025, podendo alcançar resultados semelhantes já no segundo teste da temporada.
“O desempenho dos carros de 2026 não estará muito distante do de 2025”, afirmou Mario Isola, diretor da divisão esportiva da Pirelli. “Embora no primeiro teste no Bahrein os tempos de volta não sejam tão rápidos quanto os do ano passado, as simulações indicam que estaremos bem alinhados com os tempos de 2025, o que é impressionante para um carro tão novo”, disse ele.

Jan Monchaux, diretor técnico de monopostos da FIA, também se mostrou otimista, destacando que os carros estão em um nível de desempenho melhor do que o esperado, apesar de ainda estarem longe de atingir seu peso máximo e capacidade de combustível: “Ainda é cedo para uma avaliação completa, mas os carros parecem estar onde esperávamos, talvez até melhores do que nossas previsões”, afirmou.
No entanto, Monchaux alertou que o desempenho pode variar de pista para pista, com alguns circuitos apresentando uma diferença maior devido às características da aerodinâmica ativa e do gerenciamento de energia. Mesmo assim, ele acredita que, com o tempo e a evolução dos carros, as equipes serão capazes de recuperar qualquer margem perdida em relação aos tempos de 2025.
Apesar dos desafios iniciais, as equipes estão otimistas com as atualizações em andamento e com o potencial dos novos regulamentos, que prometem uma Fórmula 1 mais equilibrada e competitiva nas próximas temporadas.
