F1: Pilotos lidam com técnicas inéditas e novos desafios de energia

Mesmo com os carros de 2026 sendo radicalmente diferentes, os testes pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein mostraram evolução: a melhor volta ficou apenas 2,6 segundos atrás do tempo de 2025, considerando ajustes de pneus, pouco mais de três segundos, um desempenho expressivo diante da complexidade das novas regras.

A nova aerodinâmica ativa e a unidade de potência híbrida, que é dividida 50/50 entre energia elétrica e motor a combustão, transformaram o gerenciamento de energia em elemento central da pilotagem. Técnicas incomuns, como reduzir marchas nas retas e usar “lift-and-coast”, tornaram-se necessárias para recuperar e aplicar os 350 kW disponíveis.

Para Alex Albon, da Williams, ainda há muito desempenho a ser explorado. “Acho que ainda há muito a aprender”, disse ele. “Ainda há muito tempo de volta a ser ganho na dirigibilidade, nas trocas de marcha e na pilotagem também. Com o desenvolvimento do carro, vai melhorar rapidamente ao longo da temporada.”

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

George Russell, da Mercedes, destacou o ritmo acelerado de evolução: “A cada dia você enfrenta um novo conjunto de regras e a taxa de melhoria é muito acentuada. Os carros não estão tão distantes dos tempos de volta do ano passado e, no geral, as pessoas estão um pouco mais felizes esta semana”, concluiu o piloto.

Apesar disso, as críticas ao novo regulamento permanecem. Max Verstappen é o maior porta-voz das reclamações, com Fernando Alonso concordando. Carlos Sainz, companheiro de Albon, sinalizou que algumas regras devem ser revistas após o início da competição.