Oscar Piastri fez uma breve avaliação sobre o modo de pilotar os novos carros da Fórmula 1 para a temporada 2026. Com a quantidade de mudanças neste novo regulamento, o australiano reconheceu que há muitas complexidades de ter de se adaptar a um novo estilo de guiada.
Um novo motor, metade combustão interna, metade potência elétrica, novo pacote de aerodinâmica ativa, combustível novo, carros mais novos… Essas são algumas das novidades que os pilotos estão precisando se adaptar para este campeonato, já tendo a pré-temporada no Bahrein a primeira chance de pegar a mão dos carros.
Após a primeira semana de testes em Sakhir, o titular da McLaren falou como são diferentes carros, apesar de ainda terem breves semelhanças com a geração anterior. Ainda, é difícil mudar algo com que esteve acostumado nos últimos anos.
“Acho que é simplesmente complexo. Há muitas coisas que nunca tivemos que fazer antes, e elas são desafiadoras por natureza, porque algumas delas não são muito instintivas. Quando você pilota de uma certa maneira nos últimos 15 anos, é muito difícil desfazer algumas dessas coisas, especialmente quando se trata de aliviar o pé nas retas, ou coisas do tipo”, comentou.
“Obviamente, como piloto, você nunca quer aliviar o pé em nenhum momento, mas mesmo sem alguns dos desafios que temos e as coisas que precisamos abordar, no fim das contas, os carros são mais lentos, têm menos downforce e provavelmente mais potência na saída das curvas, então sempre serão difíceis de pilotar”, seguiu.

“Eles são diferentes do ano passado, mas em certas condições, os carros não parecem tão diferentes. Em algumas condições, acho que parecerão, e isso vai variar bastante de pista para pista. Ainda parece, em termos de aderência, como um carro de F1 deveria parecer. Temos uma quantidade absurda de potência na saída das curvas – e não era como se não tivéssemos muita potência antes, então acho que isso é bem difícil de controlar às vezes”, emendou.
“Mas também precisamos lembrar que os carros que tínhamos no ano passado, em algumas pistas, eram os carros de F1 mais rápidos de todos os tempos, então qualquer coisa que pareça pior do que isso sempre será menos divertida no início. Ainda parece sensato, só que há muitas outras coisas que são muito diferentes, além do nível de aderência”, concluiu.
