Oscar Piastri reconheceu que o episódio das ordens de equipe da McLaren no GP da Itália de Fórmula 1, teve um impacto direto sobre ele nas corridas seguintes, coincidindo com o início da queda em sua disputa pelo título na atual temporada.
Na ocasião, em Monza, o australiano liderava o companheiro Lando Norris por 34 pontos no campeonato, mas foi instruído pela equipe a ceder posição ao britânico após um erro da equipe no pit stop que havia comprometido a corrida de Norris, que liderava a prova até aquele momento. Embora tenha acatado a decisão, Piastri admitiu que o episódio pesou em sua mente.
“Em Monza, eu não senti ter sido um grande final de semana em termos de desempenho, e houve tudo aquilo com os pit stops”, afirmou Piastri no podcast Beyond the Grid.
Logo depois, em Baku, o australiano viveu um dos finais de semana mais difíceis da carreira. Após um problema no motor durante o primeiro treino livre, Piastri cometeu erros na sessão de classificação e largou apenas em nono. Na corrida, saltou antes da luz verde, o que acionou o sistema anti-stall do carro e o jogou para o fim do pelotão. Poucas curvas depois, bateu no muro e abandonou.
“Foi uma combinação de muitas coisas”, disse ele. “Na sexta-feira as coisas já estavam complicadas, nada parecia funcionar e eu estava forçando demais. Não fiquei feliz com minha pilotagem e provavelmente, tentei compensar isso no sábado”.

Piastri também mencionou dificuldades com os pneus C6, compostos mais macios da Pirelli, que se mostraram desafiadores de lidar naquele fim de semana: “Tivemos um problema no motor no TL1, o que atrapalhou o início do trabalho. Depois, eu não estava pilotando bem e os pneus C6 são notoriamente difíceis de controlar. Foram vários pequenos fatores que acabaram se somando”, acrescentou.
Apesar disso tudo, o piloto australiano acredita que a experiência teve valor: “Foi o pior fim de semana que já tive nas corridas, mas de certa forma, também o mais útil”, concluiu.
Com o episódio em Baku marcando uma virada negativa em sua temporada, Piastri destacou que o aprendizado obtido nas dificuldades, foi fundamental para entender melhor seus limites e a pressão de disputar o topo da Fórmula 1.
