Australiano define temporada como uma “montanha-russa”, mas vê cenário favorável para dar o próximo passo na Fórmula 1
A temporada 2025 terminou sem o título que parecia possível durante boa parte do ano, mas Oscar Piastri deixa o campeonato com uma leitura madura do que viveu. Após perder o Mundial de Pilotos por margem apertada, o australiano da McLaren já projeta 2026 como um novo ponto de partida — técnico, mental e esportivo.
Piastri foi, por meses, o nome mais consistente da disputa. Chegou à pausa de verão com vantagem sólida sobre o companheiro Lando Norris e ampla frente em relação a Max Verstappen. No entanto, a partir de Zandvoort, a maré virou. Uma sequência sem vitórias, o abandono em Baku e a reação de Norris mudaram o eixo do campeonato.
Ainda assim, o saldo pessoal é positivo.
“Sim, definitivamente foi uma montanha-russa”, admitiu Piastri em entrevista à emissora australiana 7Sport. “Mas, olhando agora para o todo, eu tenho muito orgulho do que conquistei.”
Orgulho apesar do golpe
O australiano fez questão de dividir os méritos com a equipe, que viveu um de seus anos mais fortes na era moderna da Fórmula 1.
“Também foi um grande sucesso para o time ter um carro e uma temporada tão fortes quanto tivemos”, afirmou. “Isso, por si só, já diz muito.”
Piastri venceu sete corridas em 2025 e ajudou a McLaren a confirmar o título de Construtores, enquanto Norris ficou com o campeonato de pilotos. Para um piloto que ainda está apenas em seu terceiro ano na Fórmula 1, o cenário é visto mais como construção do que como frustração definitiva.
“Obviamente, houve alguns solavancos no caminho, alguns obstáculos para superar, e muitas lições aprendidas para o futuro”, reconheceu.

2026 como terreno fértil
Com a mudança profunda de regulamento prevista para 2026, Piastri entende que o contexto pode jogar a seu favor. Novo ciclo técnico, novo ponto de equilíbrio no grid e um piloto mais experiente do que aquele que iniciou 2025 como promessa.
“Ter o ano que tivemos e, ao mesmo tempo, sentir que ainda existe muito espaço para evoluir é uma posição muito boa para se estar”, concluiu.
Piastri saiu derrotado na estatística final, mas fortalecido na narrativa. Em um esporte onde timing, maturidade e ciclos técnicos caminham juntos, 2025 pode ter sido menos o fim de um sonho — e mais o ensaio geral para o próximo ato.
