F1: Piastri alerta para risco “oculto” após acidente de Bearman no Japão

Oscar Piastri levantou uma nova preocupação de segurança na Fórmula 1, depois do forte acidente de Oliver Bearman no GP do Japão. O piloto da McLaren destacou que a gestão de energia dos carros de 2026 pode criar diferenças inesperadas de velocidade, aumentando o risco de colisões.

O acidente aconteceu na volta 22, quando Bearman se aproximava de Franco Colapinto na curva Spoon, em Suzuka. O piloto argentino reduziu o ritmo para recarregar a bateria, criando uma diferença de aproximadamente 50 km/h, o que surpreendeu o britânico e resultou em uma forte batida contra a barreira de proteção, depois do piloto da Haas desviar do carro da Alpine e perder o controle.

Embora Bearman tenha sido liberado pela equipe médica apenas com escoriações, o acidente intensificou o debate sobre segurança. A FIA chegou a emitir um comunicado informando que pretende avaliar as regras atuais ao longo do mês de abril, especialmente em relação à gestão de energia dos carros.

Após a corrida, Piastri revelou um detalhe que considerou preocupante no momento do acidente. Segundo ele, as luzes traseiras do carro de Colapinto, usadas para indicar recuperação de energia ao piloto que vem atrás, não estavam piscando: “Falamos sobre isso ser uma possibilidade desde que esses carros foram concebidos, e é com isso que estamos lidando com as unidades de potência. Não há uma maneira fácil de contornar isso”, afirmou.

O australiano também destacou o que observou diretamente durante o acidente: “Pelo que vi, não havia luz piscando no carro de Colapinto, então nem acho que ele estivesse forçando tanto a recuperação, o que obviamente é um pouco preocupante”, disse ele.

F1: Piastri alerta para risco "oculto" após acidente de Bearman no Japão
Foto: Reprodução / F1 TV

Piastri ainda relatou ter vivido uma situação semelhante durante o TL3, quando quase se envolveu em um incidente com Nico Hulkenberg, da Audi. Segundo o australiano, a diferença de velocidade foi muito maior do que o esperado, mesmo com ambos acelerando totalmente na reta.

“Tive um momento bem próximo com o Nico, porque ele me alcançou cerca de três vezes mais rápido do que eu esperava na reta, e nós dois estávamos com o acelerador totalmente pressionado”, disse ele.

O australiano acredita que situações como essa ainda podem se repetir enquanto todos se adaptam: “Estamos aprendendo como pilotos, e o acidente aconteceu em um ponto onde não se espera alguém vindo de tão longe com uma diferença tão grande de velocidade. Enquanto estamos aprendendo, infelizmente, coisas assim provavelmente vão acontecer, o que é uma pena”, acrescentou.

Por fim, Piastri defendeu mudanças rápidas para evitar novos acidentes: “Como esporte, entendemos que há muitas coisas que precisamos ajustar, muitas coisas que precisamos mudar, e especialmente por motivos de segurança, sim, há pontos que precisam ser analisados rapidamente”, completou.



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