Oscar Piastri, que foi campeão da Fórmula 3 e da Fórmula 2, acredita que títulos nas categorias de base não são determinantes para provar que um piloto está pronto para andar na Fórmula 1. Para o piloto da McLaren, o tetracampeão Max Verstappen é o melhor exemplo disso.
O holandês teve uma trajetória incomum antes de estrear na F1. Após se destacar no kart, Verstappen disputou apenas uma temporada em monopostos, no Campeonato Europeu de Fórmula 3, encerrando o ano na terceira colocação, atrás do campeão Esteban Ocon. Mesmo assim, Verstappen rapidamente mostrou que estava preparado para competir no mais alto nível.
Após ficar muito perto de conquistar o título da F1 em 2025, finalizando o ano na terceira colocação geral após uma disputa intensa com Lando Norris e o próprio Verstappen no GP de Abu Dhabi, Piastri comparou a disputa pelo campeonato da categoria principal com as experiências que viveu ao longo da formação como piloto. Segundo ele, há pontos em comum, especialmente no aspecto emocional.

“Acho que há semelhanças, sim”, disse Piastri à imprensa,. “As emoções que você sente são mais ou menos as mesmas. Acho que o que é diferente na F1, quando comparo com os campeonatos de base, é a duração. O campeonato de base mais longo que tive teve 10 etapas”, explicou. “Este (da F1) teve duas vezes e meia isso. O período que você tem que passar é muito maior”, completou. “Minha temporada na F2, por exemplo, teve 8 etapas. Então acho que essa parte é bem diferente.”
Ao falar sobre o peso dos títulos antes da chegada à Fórmula 1, o australiano reforçou que eles não são o único critério para medir o potencial de um piloto. “Nas categorias de base, você obviamente quer vencer o campeonato, mas está tentando fazer seu caso para mostrar por que deveria estar na F1”, afirmou. “Acho que vimos ao longo dos anos – Max é provavelmente o exemplo perfeito – que você não precisa vencer campeonatos para demonstrar suas capacidades para a F1.”
Segundo ele, o cenário muda completamente quando se chega à elite do automobilismo. “Enquanto que, quando você chega à F1, não há nada além de se tornar campeão. Então esse aspecto é um pouco diferente, mas sim, também há algumas semelhanças”, concluiu o australiano.
