Oscar Piastri fez uma avaliação direta sobre as chances da McLaren para a temporada 2026 da Fórmula 1. Após um 2025 dominante, o australiano reconheceu que o cenário atual não é tão confortável quanto o de doze meses atrás, embora a equipe siga entre as postulantes às primeiras posições.
A equeipe de Woking conquistou os dois títulos no ano passado, assegurando o Mundial de Construtores ainda em Singapura, enquanto Lando Norris garantiu o campeonato de Pilotos na etapa final em Abu Dhabi. Piastri, que chegou a liderar a tabela com 34 pontos de vantagem em agosto, terminou o campeonato em terceiro, atrás de Norris e Max Verstappen da Red Bull Racing.
Com a introdução do novo regulamento técnico em 2026, mais eletrificado, o desafio aumentou. O MCL40, sucessor do bem-sucedido MCL39, mostrou-se competitivo nos testes de pré-temporada, em meio a um pelotão da frente que também conta com Mercedes, Red Bull Racing e Ferrari.
Questionado sobre onde acredita que a McLaren estará na abertura do campeonato, Piastri foi cauteloso: “A resposta honesta é que eu não tenho ideia. Acho que, com base nos testes, parece que estamos na briga na frente, mas certamente eu não diria que somos os favoritos para vencer”, afirmou.

O australiano destacou que o panorama atual não é tão positivo quanto o do início de 2025: “Não acho que o cenário pareça tão positivo para nós no momento, quanto parecia há doze meses, mas o grande ponto para todos é que ainda há muito potencial inexplorado”.
Segundo ele, a evolução ao longo dos dias de testes foi significativa: “Mesmo durante os testes, a quantidade de coisas que aprendemos, a quantidade de desempenho que encontramos em seis dias… Se tivéssemos chegado aqui com o carro do primeiro dia, provavelmente estaríamos no meio do pelotão ou até no fundo, para ser honesto”, acrescentou.
Para Piastri, começar bem o campeonato será fundamental. Ele destacou que Melbourne apresenta desafios distintos em relação ao Bahrein e a Barcelona, tanto pelo traçado quanto pelas exigências impostas às unidades de potência: “Vai ser bem diferente a forma como precisamos pilotar os carros em comparação com qualquer outro circuito em que estivemos. Estamos na briga, mas precisamos encontrar um pouco mais”, encerrou o australiano.
