A Fórmula 1 optou pelo cancelamento das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita que seriam realizadas neste mês de abril, devido à guerra no Oriente Médio, mas o impacto financeiro já preocupa as equipes da categoria. O chefe da Racing Bulls, Alan Permane, afirmou que existe esperança de reagendar essas provas, embora reconheça dificuldades logísticas e econômicas crescentes.
Segundo Permane, a categoria acompanha de perto a situação, e mantém expectativa de que ao menos uma das corridas possa voltar ao calendário ainda em 2026. No entanto, ele destacou que qualquer decisão depende diretamente da estabilização do cenário no Oriente Médio.
“Estamos acompanhando a situação e estamos muito esperançosos de que exista a possibilidade de reagendar uma ou ambas as corridas mais tarde neste ano”, afirmou o dirigente. “Não sabemos de nada ainda. Obviamente, até que a situação no Oriente Médio se acalme, isso não vai acontecer. Se acontecer, poderemos ter um final de temporada muito movimentado”.
A possibilidade de retorno dessas provas ainda em 2026, ganhou força diante da pressão, especialmente por parte da Arábia Saudita, para encontrar espaço no calendário. Há também a perspectiva de que a etapa em Jeddah possa ser transferida para dezembro, o que aumentaria a complexidade logística no fim da temporada.
Mesmo com essa chance de reagendamento, Permane destacou que os cancelamentos já trazem consequências financeiras importantes para as equipes. A ausência de duas corridas reduz a receita geral da categoria e, consequentemente, o repasse destinado aos times.

“O cancelamento de dois GPs tem um impacto significativo nos orçamentos das equipes. Por um lado, se essas corridas não acontecerem, as equipes economizam dinheiro, porque não será necessário enviar pessoal. Não haverá despesas com voos, hotéis ou transporte de carga. No entanto, o saldo geral ainda será negativo, e isso é uma má notícia”, disse ele.
Relatórios indicam que a ausência das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, consideradas entre as mais lucrativas da temporada, pode retirar cerca de 100 milhões de euros da receita total da Fórmula 1 este ano. Como aproximadamente metade desse valor é distribuída entre as equipes, o prejuízo pode chegar a milhões para cada uma delas.
Além disso, o cenário é agravado pelo aumento dos custos de combustível, também relacionado ao conflito no Oriente Médio. Permane afirmou que, embora ainda não existam números concretos, a tendência é de crescimento nas despesas ao longo da temporada.
“Não vimos números específicos ainda, mas mais tarde na temporada os custos das equipes inevitavelmente vão aumentar devido ao preço do combustível. Os custos já subiram e o mesmo deve acontecer com o transporte aéreo”, completou.
Ainda segundo Permane, esse aumento terá impacto direto nas equipes, já que todas essas despesas estão incluídas no limite orçamentário da Fórmula 1.
