Esteban Ocon, piloto da Haas, recebeu apoio direto da FIA após se tornar alvo de ameaças de morte e ataques nas redes sociais, depois do GP da China de Fórmula 1, em Xangai. A situação ocorreu após um incidente na pista envolvendo o francês e Franco Colapinto, da Alpine, durante a sequência inicial de curvas, quando Ocon tocou a traseira direita do carro do argentino, fazendo ambos perderem o controle e rodarem.
O francês assumiu a culpa pelo erro e pediu desculpas a Colapinto, que aceitou imediatamente, mas isso não impediu que Ocon fosse bombardeado com comentários hostis, muitos contendo ameaças físicas e até de morte. Segundo a FIA, os ataques vieram principalmente de uma pequena, porém vocal, parcela da torcida argentina de Colapinto.
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, escreveu uma carta a Ocon em nome da iniciativa United Against Online Abuse (UAOA), que busca reduzir o assédio digital no automobilismo. Um porta-voz da FIA reforçou: “Desrespeito, assédio e ódio não têm lugar no esporte, e pedimos aos fãs que tratem todos com respeito. Por meio da iniciativa UAOA, continuaremos fortalecendo as proteções e parcerias necessárias para proteger os competidores e toda a comunidade do automobilismo”.

O incidente envolvendo Ocon é o mais recente de uma série de casos de toxicidade online na Fórmula 1, lembrando ataques sofridos por Kimi Antonelli após o GP do Catar no ano passado e outros pilotos como Yuki Tsunoda e Jack Doohan, que também foram hostilizados. Em resposta a abusos anteriores, a FIA recebeu financiamento da União Europeia para pesquisas sobre assédio online e estabeleceu parcerias com entidades esportivas para combater o problema.
A situação evidencia como pequenos erros na pista, podem gerar uma avalanche de críticas desproporcionais e destaca a necessidade de ações firmes contra o assédio digital no esporte.
