F1: Novo túnel de vento é trunfo da Red Bull para evitar erros em 2026
Durante os testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein, o diretor técnico da Red Bull, Pierre Waché, afirmou que os problemas enfrentados pela equipe nos últimos anos não devem ser um obstáculo relevante a partir de 2026. Segundo o francês, as dificuldades no fim do ciclo anterior tiveram duas causas principais:
“A equipe enfrentou muitas dificuldades com a correlação no final dos últimos regulamentos, principalmente por dois aspectos”, disse à imprensa. “O primeiro é porque o túnel de vento que temos é bastante antigo; é o mais velho do grid da Fórmula 1. O segundo aspecto é que, quando os regulamentos atingem um patamar, o que você está tentando encontrar é mínimo, e a exigência de precisão é muito alta, então você pode acabar seguindo o caminho errado.”
Foto: XPB Images
A atual instalação, com cerca de 70 anos, já foi chamada de “relíquia da Guerra Fria” pelo ex-chefe de equipe Christian Horner. A Red Bull investiu na construção de um novo túnel de vento, que deve estar totalmente operacional ainda este ano ou no início de 2027.
Nos últimos anos, a equipe encontrou divergências entre os dados do túnel de vento e o CFD, o que comprometeu atualizações na pista e contribuiu para a queda de desempenho após a temporada dominante de 2023, quando Max Verstappen foi bicampeão. Em 2024, o holandês perdeu o título para Lando Norris, enquanto a Red Bull terminou pelo segundo ano seguido em terceiro no campeonato de construtores.
Para Waché, o novo regulamento reduz os riscos. “Este ano, os regulamentos são novos, e o caminho de desenvolvimento é… os dados que você pode encontrar são maiores e o risco é menor. Isso não significa que não haja risco; há menos risco.” Ele ainda ressaltou o investimento na nova estrutura: “A equipe investiu muito no novo túnel de vento, para ter o melhor de todo o grid”, concluiu.