O GP de Miami pode trazer dificuldades extras para as equipes clientes da Fórmula 1 caso mudanças nos regulamentos das unidades de potência sejam aprovadas e aplicadas imediatamente. As alterações vêm sendo discutidas desde a pausa após o GP do Japão.
O desafio aumenta por causa do formato do fim de semana, que terá corrida sprint e apenas uma sessão de treinos livres (TL1) antes da classificação da sprint. Isso reduz o tempo disponível para adaptação e coloca pressão extra sobre as equipes, especialmente as clientes, que tendem a ter uma curva de aprendizado mais difícil que as equipes de fábrica.
Hoagy Nidd, chefe de engenharia do carro da Haas, explicou que as mudanças são conduzidas principalmente pelos fornecedores de unidade de potência. “Com as mudanças no gerenciamento de energia, isso é algo que é mais administrado pelo nosso parceiro de unidade de potência, e eles apresentarão uma estratégia com base nisso”, disse. Ele destacou que ajustes de software serão necessários e que alguns prazos foram adiados para facilitar testes e implementação.

Após isso, as equipes terão mais trabalho para entender o impacto das mudanças no desempenho. “Precisamos dedicar um pouco mais de tempo para entender o que as mudanças significam e como isso afetará o desempenho do nosso carro”, afirmou.
Nidd também observou que o TL1 em Miami deve ter prioridades diferentes do habitual, com mais foco em testes de software e estratégias de energia. “Você provavelmente verá equipes fazendo coisas ligeiramente diferentes nessa sessão de TL1 do que fariam normalmente”, disse. Segundo ele, atividades como ajustes básicos e análise de pneus dividirão espaço com testes de sistemas como gerenciamento de energia, ultrapassagens e procedimentos de largada.
O engenheiro ainda ressaltou que equipes clientes enfrentam desvantagens naturais nesse tipo de mudança, já que dependem do trabalho dos fabricantes. “Obviamente, como equipe cliente, você é sempre o receptor disso”, afirmou, destacando que o acesso a simulações e desenvolvimento é maior nas equipes de fábrica.”
Nidd também comentou que a participação da Haas nas discussões sobre as mudanças foi limitada e que o alinhamento com a Ferrari é essencial: “Precisamos garantir que o que queremos esteja alinhado com o que eles querem”, disse, reforçando que esse é um processo contínuo ao longo da temporada.
