As mudanças no regulamento da temporada 2026, que entram em vigor a partir do GP de Miami, prometem redistribuir forças no grid, com impactos diretos nas vantagens e desvantagens de cada equipe. As alterações foram definidas pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e atingem principalmente o uso de energia e o desempenho nas largadas.
Entre as equipes que podem perder terreno, a Mercedes aparece como principal afetada. Isso porque a redução da capacidade máxima de recuperação de energia, de 8MJ para 7MJ, limita justamente uma área em que a equipe vinha se destacando desde a pré-temporada: o gerenciamento energético. Com menos energia disponível e maior controle sobre o uso do boost, a vantagem baseada em eficiência tende a diminuir.

Por outro lado, a mesma Mercedes pode encontrar um ponto positivo com a introdução do sistema de “detecção de baixa potência na largada”. O mecanismo aciona automaticamente o MGU-K ao identificar falhas na saída, garantindo aceleração mínima.
Já a Ferrari surge como uma das possíveis beneficiadas pelas novas regras. A equipe italiana, que apresentou bom desempenho aerodinâmico e de chassi, mas ainda não dominava o gerenciamento de energia, tende a se aproximar dos rivais com a limitação imposta. Além disso, seu histórico de boas largadas pode reduzir o impacto do novo sistema introduzido.
Outra mudança que influencia diretamente o equilíbrio é o aumento do pico de potência do “superclipping”, de 250kW para 350kW. A medida favorece carros com boa aderência mecânica e eficiência aerodinâmica, capazes de transformar rapidamente o ganho de potência em desempenho na pista. Isso reforça a importância da dirigibilidade e da eficiência do MGU-K, beneficiando equipes com conjuntos mais equilibrados.
