F1: Norris vê Ferrari como ameaça renovada para a McLaren no GP do Japão

Lando Norris, piloto da McLaren na Fórmula 1, expressou cautela sobre as chances de sua equipe no Grande Prêmio do Japão deste fim de semana, apontando a Ferrari como uma ameaça crescente devido às suas melhorias. O desempenho da McLaren em curvas de alta velocidade foi destacado na temporada passada, quando a equipe passou de figurante a protagonista com atualizações significativas, resultando em pódios duplos para Norris e seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, nos circuitos de alta velocidade do Japão e Catar, atrás apenas de Max Verstappen da Red Bull.

No entanto, Norris alertou que a Ferrari, que conseguiu uma finalização 1-2 na última rodada na Austrália, deu um grande salto em termos de desempenho em curvas de alta velocidade, posicionando-se como a concorrente mais consistente da Red Bull nas primeiras etapas de 2024. Norris admite que a McLaren ainda está “um passo” atrás.

Norris não acredita que a McLaren avançará significativamente em Suzuka, um circuito que favoreceu a equipe na temporada passada, devido às melhorias da Ferrari. “O problema é que a Ferrari melhorou muito sua performance em alta velocidade, o que era um ponto fraco para eles no ano passado. Por isso, eles conseguiram avançar tanto,” explicou Norris.

A falta de curvas de baixa velocidade em Suzuka pode beneficiar a McLaren, reconhece Norris, admitindo, porém, que o carro MCL38 tem um déficit “significativo” nessas seções. Andrea Stella, chefe da equipe McLaren, prometeu um pacote de atualizações importantes com o início da temporada europeia em Imola no próximo mês, mas admite que a equipe precisará de “mais 12 meses” para superar as limitações do pacote atual.

Apesar dos desafios, a McLaren teve o melhor início de temporada desde 2012 e ocupa o terceiro lugar no Campeonato de Construtores com 55 pontos. A equipe anunciou, na véspera da quarta rodada da temporada, a saída do ex-engenheiro da Ferrari, David Sanchez, que havia começado a trabalhar há três meses, devido a uma “desalinhamento” sobre responsabilidades.